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Annabelle Ferrera em discurso direto

13 Aug 2018
By Rui Matos

Se ao estilo descontraído da it girl francesa juntarmos a originalidade e o empowerment que lhe são característicos, o resultado só poderia ter este nome: Annabelle Ferrera.

Se ao estilo descontraído da it girl francesa juntarmos a originalidade e o empowerment que lhe são característicos, o resultado só poderia ter este nome: Annabelle Ferrera.

Tem 18 anos e um sentido estético aprimorado - não é à toa que é uma #MangoGirl. É aficionada do movimento vintage e das marcas de culto do momento, entre elas a italiana Gucci - onde, em 2016, integrou o Gucci Gang - e a sua conta de Instagram é uma galeria visual com espaço para os mais diversos momentos da cultura pop, de agora e de outros tempos.

Poderíamos estar a descrever apenas uma it girl, mas o que diferencia Ferrera de muitas outras é a mensagem que quer passar a quem a segue. Não ter medo de abordar os assuntos tabu e fazer das redes sociais um meio de fazer-se ouvir junto de um maior número de utilizadores é um dos objetivos de Annabelle, traços que acabam por se cruzar também com os da Mango: o novo lookbook da marca aposta na imagem de mulheres fortes, independentemente da sua fama. Muito ou pouco conhecidas, têm um papel importante nas áreas em que estão inseridas e nas atividades que desenvolvem, razão pela qual ganharam o protagonismo na mais recente divulgação do nome catalão. 

Numa altura em que há it girls para todos os gostos, Annabelle Ferrera é a miúda cool a ter em conta pela forma como absorve o mundo e sente o espaço onde está envolvida. A propósito deste lançamento da Mango, a coleção New Essentials, entrevistámos Ferrera. 

Qual é o verdadeiro significado do estilo parisiense para ti? Achas que vai além da roupa e dos acessórios?

Acho que a força das parisienses está na diversidade, seria impossível aplicar uma definição para o que é ser uma mulher parisiense, uma vez que são imensas. Na minha opinião, só precisas de te manter fiel e ser o mais natural possível.

Há imensos ícones franceses mundialmente conhecidos. Tens algum favorito?

@cystalmrr, @angelinaworeth e @thaisklapisch são as minhas melhores amigas e adoro o estilo delas. 

Se pudesses descrever o teu estilo com a letra de uma música, qual seria?

Fly like a G6 (Far East Movement). “because I’m feelin so fly like a G6, like a G6. like a G6, lalala, now I’m feelin so fly like a G6.”.

Para este verão quais são as tuas escolhas?

Uma minissaia, t-shirt branca e umas Birkenstock.  

O que é que a indústria da Moda significa para ti?

Acho que a Moda é uma das muitas maneiras de cada um se expressar. Se a indústria bate certo com o tempo e assume a sua responsabilidade, podemos mudar o mundo. É importante para mim, e para todos nós, ficar perto disso e tentar mudar os velhos e maus hábitos. 

Thais, Agéline, Crystal e Annabelle decidiram criar Safe Place, uma plataforma que tem como objetivo dar voz às pessoas que sofreram qualquer tipo de abuso. Consegues explicar-nos o conceito por detrás deste projeto e quando é que percebeste que tinhas que fazer qualquer coisa para tentar mudar estes acontecimentos?

Criamos esta plataforma para desenvolver um diálogo entre as raparigas mais novas e assuntos que são considerados tabu na nossa sociedade. Queremos ajudar estas miúdas a sentirem-se melhor com elas mesmas e fazer com que os rapazes se coloquem nos lugares delas. 

Fazer parte do squad #MangoGirls é um papel importante para ti?

Sim, estou muito orgulhosa, foi uma experiência inesquecível. 

Como foi fotografar o novo lookbook?

O shooting foi muito divertido e reconheci-me logo em alguns dos coordenados. 

Esta nova coleção é inspirada pelo movimento feminista. Achas que o feminismo ainda tem um longo caminho a percorrer?

O feminismo tem um futuro promissor, nas mais diversas maneiras, mas ainda assim não sabemos como é que vai ser o dia de amanhã. 

Ajudar os outros, respeitar o próximo, não importa o género ou a cor da pele são, atualmente, palavras-chave na sociedade. Já percorremos um longo caminho, mas para ti o que é que ainda está a faltar?

Acho que o grande problema, pelo menos agora, é que há pessoas que não são consideradas como seres humanos. Empatia é aquilo que está a faltar. Colocarmo-nos no lugar de outra pessoa, parece ser a coisa mais difícil de se fazer. 

Rui Matos By Rui Matos

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