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Notícias 24. 11. 2022

Alessandro Michele abandona a direção criativa da Gucci

by Joana Rodrigues Stumpo

 

designer ocupou o cargo durante sete anos. Ainda não é conhecido o nome do seu sucessor.

 © Getty Images

O ano era 2015 e a Gucci começava a sofrer uma onda de alterações que viriam a definir um turning point na sua orientação. Marco Bizzarri, que tinha passado os seis anos anteriores na direção executiva da Bottega Veneta, assumiu a presidência da Gucci e definiu um objetivo claro para o seu “mandato”: aumentar as vendas, que estavam em declínio rápido, e ressuscitar a histórica maison italiana. Uma das primeiras decisões de Bizzarri foi substituir toda a direção criativa. Em vez de contratar um nome sonante, como é normal na “dança das cadeiras” das grandes casas de Moda, o empresário fez precisamente o contrário — e é também aqui que reside o segredo do seu sucesso —, e foi buscar alguém que já fazia parte dos quadros. Alessandro Michele estava na Gucci desde 2002, para onde entrou como designer de acessórios, acabando eventualmente por se tornar o braço direito de Frida Gianinni, que viria a substituir. Foi esta “ave rara”, como muitos lhe chamavam, que acabou por dar um sopro de modernidade à Gucci.

Ao longo dos seus sete anos ao leme da casa italiana, o nome Gucci voltou a ter o significado de outros tempos. O cunho de Michele fundiu-se com a herança clássica da marca fundada em 1921 e as coleções ganharam vida com traços andróginos e maximalistas. Durante este período, a Gucci relançou uma linha de produtos de maquilhagem e teve, pela primeira vez, coleções de Alta Joalharia — e alcançou o prometido aumento de vendas, que em 2019 chegou aos 9,6 mil milhões de euros. 

Michele cumpriu o objetivo esperado: voltou a por a Gucci nas bocas do mundo — pelos melhores motivos. A lista de embaixadores da casa italiana inclui grandes nomes, como Billie Eilish, Jared Leto e Harry Styles — que lançou, nem há um mês, a coleção HA HA HA em colaboração com a marca. Ainda não se sabe quem vai substituir Alessandro Michele na direção criativa, mas uma coisa é certa: terá em mãos o peso de não deixar morrer o valioso legado que lhe foi deixado. Por aqui, benzemo-nos e esperamos por alguém que esteja à altura do cargo. In the name of the father, the son and the House of Gucci.

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