Hao Zeng
"Sou uma pessoa do tipo "quando em Roma". Isso dá-me energia e traz vida à minha alma", diz a nova embaixadora global de Lancôme.
Tal como nas suas fotografias mais icónicas, através do Zoom, o rosto de Christy Turlington brilha – impressionante, feliz e aberto. Provavelmente a mais preocupada com o bem-estar entre as supermodelos da primeira geração, Turlington há muito que equilibra a sua vida profissional agitada com o exercício físico e a espiritualidade. Agora, através do seu trabalho com a Every Mother Counts (a fundação para a saúde materna que fundou) e do seu mais recente papel como embaixadora global da Lancôme – uma marca com a qual diz ter “crescido” –, Turlington está mais focada do que nunca na longevidade. Numa conversa com a British Vogue, partilhou um pouco do seu regime e rotina de cuidados.
Correr em silêncio é o seu normal
"Quando comecei a correr, fazia-o em estradas movimentadas", conta Turlington, explicando as origens da sua rotina de corrida em silêncio – aqui não há lugar para AirPods. "Não gostava de não saber o que os carros e o trânsito à minha volta estavam a fazer, então comecei a entrar num ritmo de silêncio total. Grande parte das nossas vidas é preenchida por ruído e estímulos, por isso, aprecio não ter nada nos ouvidos quando corro". A modelo tem razão. O ruído constante e a incapacidade de desligar podem causar alterações estruturais e funcionais na Rede Padrão (as regiões do cérebro que se ativam quando o cérebro não está focado em estímulos externos), o que pode ser um indicador de depressão e ansiedade, entre outras coisas.
No entanto, correr não é apenas benéfico para a sua saúde mental e física. A fundação de Turlington, Every Mother Counts, baseia-se no direito fundamental a cuidados de maternidade respeitosos e defende as maratonas como uma forma de sensibilizar (e angariar fundos) para o facto da distância poder ser uma enorme barreira aos cuidados para tantas mulheres. “Eu realmente anseio por tempo sozinha. Provavelmente é por isso que gosto tanto de correr. Saio por cerca de uma hora, sem música, apenas em silêncio. Eu planeio esse tempo – ele não surge por si só”.

Hao Zeng
Dormir é importante, mas não é rígido
Eu esperava que a rotina de bem-estar de Turlington incluísse um horário de sono rigoroso. A minha inclui e, admito, trabalhar para mantê-lo causa-me um certo stress. Turlington, porém, consegue lidar com as adversidades. “Consigo lidar com uma noite sem dormir aqui e ali”, diz com naturalidade. “Não consigo lidar com muitas noites seguidas, mas uma ou duas de cada vez não fazem mal”. Quando a questiono sobre como consegue estar tão relaxada em relação à quantidade de horas que dorme, ela diz que é por ser consistente com o seu sono no resto do tempo.
Tudo com moderação, incluindo a moderação
Sempre que pergunto se há algo que não é negociável no seu regime, Turlington trata-me com gentileza, explicando que a inflexibilidade não é realmente o seu forte. “Consigo sair de um estilo de vida completamente puritano porque o meu corpo é saudável e consigo voltar (a ele) com muita facilidade. Sou do tipo “quando em Roma”, explica. “Isso dá-me energia e traz vida à minha alma, em vez de “tenho de ir dormir”. É um bom conselho. “Encontro equilíbrio ao sair do equilíbrio e depois voltar ao centro”.
Inspirada na teoria Midline, uma mentalidade de bem-estar que promove o foco no que fazemos faz na maior parte do tempo, ao invés de se focar no que fazemos apenas algumas vezes, a receita de Turlington para o sucesso baseia-se na consistência, e não na perfeição.
Traduzido do original, disponível aqui.
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