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A história por detrás do look Zara de Bad Bunny para o Super Bowl 2026

09 Feb 2026
By Christian Allaire

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Na noite passada, Bad Bunny atuou no espetáculo do intervalo do Super Bowl 2026. Numa performance repleta de referências à cultura latina, o artista optou por um look Zara em tons creme.

Feliz Bad Bunny Bowl! Na noite passada, o cantor porto-riquenho que fez história nos Grammys, Bad Bunny, foi o artista do espetáculo do intervalo do Super Bowl 2026, que decorreu no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. E, como já era de esperar, durante a performance, dominou completamente o palco, com um visual memorável que não passou despercebido.

"[O espetáculo] vai ser divertido e descontraído", disse Bad Bunny numa conferência de imprensa da NFL no início desta semana. "As pessoas só têm de se preocupar em dançar." E, de facto, o artista abriu o espetáculo num campo relvado ao som de Tití Me Preguntó, transformando o resto da atuação numa verdadeira celebração.

Bad Bunny – que também interpretou temas como NUEVAYoL e DeBÍ TiRAR MáS FOToS – contou também com a participação de convidados especiais como Ricky Martin e Lady Gaga (que apresentou uma versão do seu tema com Bruno Mars, Die With a Smile). A performance teve ainda a presença de figuras incontornáveis da cultura latina nos Estados Unidos, como Toñita, proprietária do Caribbean Social Club, em Nova Iorque.

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Sendo um músico conhecido por apostar sempre em escolhas de Moda ousadas, não foi surpresa que Bad Bunny tenha optado por um visual marcante para a performance. O look, custom Zara, revelou-se inesperadamente simples. Com styling assinado pelos seus colaboradores habituais, Storm Pablo e Marvin Douglas Linares, o artista usou um conjunto minimalista em tons de creme da cabeça aos pés: camisa com colarinho e gravata, uma camisola de inspiração desportiva com o nome Ocasio e o número 64, calças chino e sapatilhas. (O significado do número 64? Os fãs especulam que 1964 seja o ano de nascimento da sua mãe, Lysaurie Ocasio.)

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Embora Bad Bunny pudesse facilmente ter sido vestido por qualquer marca do mundo para o espetáculo do intervalo (ainda na semana passada usou a primeira criação de Moda masculina da Schiaparelli nos Grammy), a escolha da marca espanhola não foi feita ao acaso. Afinal, a maioria das suas canções é cantada em espanhol. “Foi um espetáculo incrível”, lê-se num comunicado da marca sobre o look de Bad Bunny. “Benito protagonizou uma atuação memorável. Que grande look”.

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Mais tarde, trocou para um segundo look da Zara, acrescentando um blazer creme de corte duplo. Quanto aos acessórios, Bad Bunny usou luvas creme a condizer e um relógio Royal Oak da Audemars Piguet. (O modelo de 37 mm tem uma caixa em ouro amarelo de 18 quilates e um mostrador em malaquite.) Nos pés, calçou um par dos seus próprios ténis BadBo 1.0, criados em colaboração com a Adidas, que chegam às lojas em breve.

A decisão de Bad Bunny de desafiar qualquer expectativa teatral de Moda no palco do Super Bowl faz todo o sentido quando se olha para a sua longa trajetória de estilo. Seja no palco ou na passadeira vermelha, o artista abordou sempre o ato de vestir com uma criatividade e personalidade próprias. Como disse à Vogue: “Não gosto quando sinto que não fui eu a escolher o que estou a vestir”.

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A atuação de Bad Bunny foi histórica para o Super Bowl: o cantor foi o primeiro a apresentar um espetáculo de intervalo inteiramente em espanhol (uma decisão que causou grande polémica junto de círculos conservadores). O seu set segue-se a uma vitória monumental nos Grammys na semana passada, quando também se tornou o primeiro artista latino na história de 68 anos da cerimónia a ganhar o prémio de Álbum do Ano, pelo seu inovador DeBÍ TiRAR MáS FOToS. Bad Bunny aproveitou o seu discurso nos Grammys para protestar contra o ICE: “Antes de agradecer a Deus, quero dizer “ICE fora”. Não somos selvagens, não somos animais, não somos extraterrestres. Somos humanos e somos americanos”.

Esta noite, terminou a sua atuação no Super Bowl a segurar uma bola de futebol com uma mensagem de união que simplesmente dizia “Together, we are America” (“Juntos, somos a América”).

Traduzido do original, disponível aqui.

Christian Allaire By Christian Allaire

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