Maja Zimnoch fotografada por Javier Castán, com styling de Francisco Ugarte, para o The Music Issue da Vogue Portugal, publicado em junho de 2021.
Segundo as máximas da alimentação japonesa, estes 5 alimentos não são apenas fáceis de incorporar no dia a dia: os seus benefícios para a microbiota e para o processo de envelhecimento estão amplamente comprovados.
Segundo um dos maiores especialistas em esperança média de vida, o Dr. Vicente Mera, no Japão, “as pessoas são mais magras e vivem mais”. E não se trata apenas de uma questão genética, mas sim de hábitos saudáveis que praticam há décadas. O médico visitou o Japão várias vezes para analisar algumas dessas práticas – lembremos que uma das zonas azuis do planeta com maior esperança de vida, a ilha de Okinawa, é japonesa. O Dr. Mera refere que isto é algo que também está muito presente na clínica SHA, reconhecida pelo seu trabalho em esperança média de vida, onde é chefe do departamento de medicina interna e envelhecimento saudável. Durante uma consulta de nutrição, descobrimos 5 super alimentos muito presentes na dieta japonesa, recomendados a incluir na alimentação diária devido a serem extremamente antioxidantes (essencial devido à idade celular) e aconselháveis para melhorar a saúde intestinal e a microbiota (com todos os benefícios a nível emocional que implica ter uma microbiota equilibrada).
Couve fermentada (ou chucrute)
Os alimentos fermentados são um elemento básico da dieta japonesa (assim como os pickles — vegetais marinados em vinagre) e costumam ser servidos como acompanhamento nas refeições. A couve fermentada, conhecida na Europa como chucrute, é um dos alimentos probióticos que deve estar presente na nossa dieta. A melhor forma de consumi-la é incluir uma pequena porção como entrada ao almoço ou ao jantar. Tem benefícios para a saúde digestiva, é saciante, tem poucas calorias e um elevado teor de vitamina C, pelo que também é antioxidante. Pode ser comprada embalada (certificando-se sempre de que contém apenas couve e sal marinho) ou fermentada em casa (cortando couve branca ou repolho e deixando-a fermentar em sal durante alguns dias).
Kuzu
Esta farinha japonesa extraída da raiz da planta kudzu é um espessante natural muito utilizado na cozinha japonesa. Possui múltiplas propriedades: “Antigamente, o kuzu era utilizado sobretudo no tratamento de doenças cardiovasculares e para o bem-estar do sistema digestivo”, assegurou a nutricionista Elisa García. Também ajuda a regular o açúcar no sangue e atua como antioxidante. Pode ser utilizado de várias formas — na preparação de infusões, sopas ou molhos.
Pasta de umeboshi
Produzida a partir de uma ameixa de origem japonesa, é um produto fermentado com propriedades probióticas, com baixo teor de gordura e calorias, que, além disso, também pode ajudar a aliviar dores de cabeça. Embora se possa tomar meia colher de chá antes das refeições, também pode ser utilizada para preparar infusões.
Chá kukicha
O famoso chá japonês, tal como explica María José Crispín, médica nutricionista da Clínica Menorca, “é obtido a partir de ramos em vez de folhas, o que faz com que o teor de teína seja muito inferior (-1%). Estas condições também contribuem para que este chá tenha uma maior concentração de vitaminas, minerais e antioxidantes”. Além disso, tem também uma ação alcalinizante e digestiva.
Sopa de miso
Não é por acaso que, no Japão, se comer sopa de miso ao pequeno-almoço. O seu elevado teor de probióticos torna-a uma opção altamente recomendável para quebrar o jejum noturno e preparar o sistema digestivo e o organismo para os alimentos que serão ingeridos ao longo do dia. Tal como afirma o Dr. Vicente Mera, esta pasta feita com soja fermentada, sal marinho e fungo koji “para além de fornecer 20% de proteínas, é uma fonte imensa de minerais e vitaminas”. É, segundo o médico, o super alimento mais estudado.
Traduzido do original, disponível aqui.
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