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Pessoas 10. 5. 2016

by Irina Chitas

 

Lançou um blogue, Blue Ginger, porque quer mostrar o labirinto dos bastidores da Moda. Mas o que nós queríamos mesmo era mostrar o labirinto dos seus bastidores.

Catarse. Não ligar a música, não ligar a televisão, estar em silêncio e ler um livro. É a coisa que mais prazer me dá. Sossegada, sem barulho e ler e imaginar a história que eu quero que tenha. Já estou farta que a papinha venha sempre feita. Chateia-me.

O que já não faz e gostaria de voltar a fazer.
 Topless. Adoro. Odeio usar soutien, odeio ter marcas de biquíni e não posso andar despida na praia. Adorava voltar a fazer topless. É das coisas que mais gosto. Mas não posso.

Um dia sem nada na agenda. Acho que dormia o dia inteiro. Não fazia nada. Dormia, dormia, dormia, dormia. O que eu preciso de pôr em dia são os sonos. Ando a dormir menos que aquilo que eu preciso.

O que mais gosta de fazer. Comer. É a coisa que mais gosto de fazer. Gosto de experimentar os pratos que os meus amigos fazem – eu não tenho jeito nenhum para cozinhar – e ir a bons restaurantes, sejam caros ou baratos, sítios giros, experimentar coisas novas. 

Um par de sapatos para usar para sempre.
 As sabrinas da Chanel.

A peça que mais se repete no armário. Casacos. E camisas brancas. E calças de ganga. Gosto de caças. Eu associo vestidos a trabalho, porque normalmente em televisão tens de usar vestidos para ficar mais bonita, mais elegante, mais feminina. Então eu gosto mais de calças.

A pior compra de todos os tempos. Sei lá, comprei tanta coisa que nunca usei… sabes que eu tenho sempre alguma amiga minha que gosta e acaba por usar. E já comprei coisas caras que achei que não valiam o preço. Isso já. Depois olhei para elas e pensei "fazia tanta coisa com isto…" Acho que a pior foram uns sapatos, lindos de morrer, mas que comprei meio tamanho abaixo e não me servem. Dão muito bom andar, mas basicamente estão ali.

O acessório de estimação. Eu não gosto muito de acessórios. Tenho imensos colares, e gosto deles, mas não os uso. Nem uso brincos. A aliança é a única coisa que não tiro. Nem o anel de noivado eu uso. Mas mesmo a aliança eu achei que nunca ia usar – eu e o Kitó tínhamos combinado isso. Mas no dia em que a pusemos eu disse "nunca mais a vamos tirar, pois não?" e ele disse "não!". Somo sum bocado ridículos.

Quando se sente mais bonita. Não é ao natural, isso é mentira. Sinto-me mais bonita quando estou maquilhada e arranjada, não acho nada que seja muito gira quando acordo de manhã. Mas, essencialmente, sinto-me mais bonita quando estou bem-disposta e confiante. E isto não é nenhum cliché, é verdade, quando estamos mais confiantes, quando achamos que vamos fazer uma coisa de que gostamos, sentimo-nos melhor.

As peças com maior significado emocional. O primeiro presente que o meu marido me deu, um colar que diz Help da Lanvin. Um dia estava a falar com ele – ainda não éramos namorados, nem nada que se parecesse, éramos uma "cena" – sobre esta coleção e disse que adorava o colar Love. Três dias depois, uma transportadora toca-me à porta e recebo uma caixinha da Lanvin. Fiquei tão feliz, não estava a acreditar que ele me tinha oferecido o Love. Quando abri, era o Help. Liguei-lhe, agradeci e disse que não estava a perceber. Ele respondeu "amor tu já tens de sobra, meu e de toda a gente. O que tu precisas mesmo é de ajuda porque tu és louca".

A primeira paixão de estilo. Era miúda, tinha uns 5 ou 6 anos, mas lembro-me perfeitamente disto. Fui à feira – não sei se da Ladra, do Relógio ou de Carcavelos – com a minha mãe e apaixonei-me por uns sapatinhos de salto alto. A minha mãe disse que eu não tinha idade para usar salto alto. Eu expliquei-lhe: "Mãe, eu quero ser uma criança alta e bonita e o salto dá-nos um ar mais bonito e ficamos mais compostas." A minha mãe ficou tão surpreendida pela minha argumentação que os comprou. Doíam-me os pés, ficava cheia de bolhas, mas andava com eles.

O produto de beleza que salva vidas. O CC Cream da Erborian, mas não tem sido fácil de encontrar. Encontrei o último na Marques Soares, no Porto, mas só existia o tester e tive de implorar para mo venderem. E máscara de cabelo. Não consigo pentear-me sem ela, o meu cabelo é muito forte. Uso a Pro Fiber da L’Oréal – eles não me patrocinam, nem nada e eu adoro aquilo. O meu cabelo mudou totalmente desde que a comecei a usar. Se acaba eu vou a correr comprar.

A definição de sexyEu não gosto muito de pessoas demasiado despidas. Acho que o sexy é estares confortável com o teu corpo: sentires que tens o cabelo bonito, o perfume certo, saber o que dizer, saber como olhar para certa pessoa. É mais uma forma de estar na vida do que uma maneira de vestir.

Especialidade culinária. Os meus amigos cozinham, eu compro os queijos e os vinhos. Gosto muito de vinho. Tenho sempre em casa. Vinho e cerveja – adoro cerveja.

Super Bock ou Sagres? Super Bock. Gosto das duas, não sou nada esquisita, mas se tiver que escolher é Super Bock.

O melhor prato de todos. Comida tailandesa. Gosto de tudo – mas quando digo tudo é tudo. Não há nada que não goste. E gosto de indiana. Gosto de tudo o que tenha picante. E gengibre, e caril e picante. Tudo com picante.

As bandas eternas. Portishead. Sou louca por aquela banda. Doida por aquela mulher. E Moloko, não me perguntes porquê. São duas coisas de que eu sempre gostei e que estou sempre a ouvir. Tenho um vinil assinado pela Róisín Murphy, que me enviaram quando estava no casting do Curto Circuito e disse "é o meu bem mais precioso, mas eu quero que fique contigo."

Marcas portuguesas. Filipe Faísca e Nuno Baltazar. Compro muita coisa deles, mesmo para andar no dia a dia. E tenho imensas coisas do Ricardo Preto para a Meam que compro ali no Príncipe Real [21PR].

O roteiro da noite perfeita. Em Lisboa é jantar no 100 maneiras com os meus amigos, porque adoro aquele restaurante – um dos sócios é um grande amigo meu e dos meus chefs preferidos, o Ljubomir – ir um bocadinho ao Purex e depois Lux ou uma das discotecas do Cais do Sodré, Jamaica ou Tóquio. No Porto, é jantar em qualquer dos ótimos restaurantes de lá, como o Reitoria ou o Traça, e seguir para o Plano B.

O sonho. Ser capa da Vogue.

 

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