Light? Talvez não


Parecem saudáveis, dizem ter metade do açúcar e ainda menos calorias, mas podem ser precisamente estes os alimentos que nos estão a boicotar a dieta. A Vogue foi investigar.
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Light? Talvez não


Parecem saudáveis, dizem ter metade do açúcar e ainda menos calorias, mas podem ser precisamente estes os alimentos que nos estão a boicotar a dieta. A Vogue foi investigar.
17 Mar 2017 • 10 36 H



1. Granola 

Por incluirem cereais integrais como a aveia (rica em proteína), o centeio e frutos secos prensados, habituámo-nos à ideia de que a granola era uma das opções mais saudáveis para o pequeno-almoço. No entanto, as granolas das marcas que encontramos normalmente em supermercados são adoçadas com mel, agave ou outros xaropes e, por isso também são ricas em açúcar. "Como são doces, dão-nos vontade de comer mais do que a dose diária recomendada, que são só 30 gramas (ou seja, três colheres de sopa). Se comermos 150 gramas de granola (que é o que normalmente comemos) estamos a ingerir mais calorias do que a um almoço ou jantar", explica o nutricionista Tomás Barbosa em entrevista à Vogue. "Estes alimentos podem boicotar a dieta por terem (imperceptivelmente) muitas calorias e açúcares. Por vezes também têm frutos secos na sua composição, o que naturalmente duplica ou triplica a contagem calórica e a quantidade de gordura", resume o responsável pelo departamento de nutrição da Clínica do Tempo. 
2. Barras de cereais 

É um dos snacks mais práticos, mas as barras de cereais normalmente contêm (demasiado) açúcar, xarope de milho, farinha de trigo e gorduras trans, que o organismo não consegue metabolizar. "A barra ideal deverá conter fibra e açúcares naturais (fruta, fruta desidratada, frutos secos tâmaras e sementes), hidratos de carbono completos (flocos de aveia, arroz integral, quinoa, trigo-sarraceno, amaranto, millet, espelta e kamut) e gorduras saudáveis (óleo de coco, linhaça, por exemplo). Na dúvida, o melhor é confirmar se a barrinha é ou não nutritiva através da leitura do rótulo e dos ingredientes, tendo em conta que os ingredientes que surgem primeiro na composição são aqueles que existem em maior quantidade", explica a nutricionista Iara Rodrigues.   




3. Sumos de fruta

É enganador - sabemos que a fruta é um dos alimentos mais saudáveis, mas a verdade é que as fibras e as vitaminas se perdem no processo de liquidificação, a não ser que se siga um processo específico que os conservem (hoje já existem máquinas que o fazem). Depois, os sumos de pacote (e sim, mesmo os light) são normalmente ricos em açúcares e conservantes. "Devemos ter ainda mais cuidado com os sumos que combinam frutas diferentes. O açúcar natural da fruta, a frutose, vai-se somando e, sem nos apercebermos, estamos a beber verdadeiras bombas calóricas", diz Tomás Barbosa. 


4. Açaí 

O açaí tornou-se popular nos blogues de fitness e nutrição pelo seu elevado valor energético, que o torna numa ótima refeição pré-treino. No entanto, se não vai fazer desporto, tenha em conta que esta não será a melhor opção para um lanche. "As taças de açaí que se vendem normalmente em cafés têm normalmente granola, banana, mel e até leite condensado. Uma refeição destas pode ter 600 calorias ou mais", explica Tomás Barbosa. "Mas o açaí tem vários benefícios nutricionais, só é importante ter atenção às quantidades e ao que misturamos com o gelado", aconselha o nutricionista.


5. Tapioca  

Também a tapioca se tornou popular entre os bloguers fitness e, de repente, passámos a encontrá-la em todo o lado; principalmente entre os lanches #saudáveis no Instagram. "A tapioca tem um indíce glicémico muito elevado, ou seja, a absorção de açúcares pelo organismo vai ser rápida. Em termos nutricionais, lanchar um crepe de tapioca é igual a comer um waffle", avança Tomás Barbosa.     


6. Frutos secos 

Os frutos secos têm inúmeros benefícios nutricionais; isto, se forem consumidos com moderação. "Uma mão cheia de nozes tem as mesmas calorias do que um bife de vaca", compara Tomás Barbosa. "As amendoas e nozes são ideais para quando vamos ficar muito tempo sem comer, durante uma viagem, por exemplo. Isto porque são ricos em gorduras polisaturadas (as boas, portanto) e não vão deixar que o metabolismo abrande o seu ritmo, já que vão obrigá-lo a um processo de metabolização que dura entre três a quatro horas", explica. "Devemos evitar os frutos secos fritos e com sal, preferir sempre as opções cruas, ao natural, e controlar ao máximo as doses, porque têm muita gordura e calorias". 


7. Produtos light e sem adição de açúcar 

"Quando lemos numa embalagem os termos «light» e «sem adição de açúcares» devemos desconfiar. Normalmente as marcas cortam nos açúcares mas aumentam as gorduras para manter o sabor, o que acaba por ser tão ou mais prejudicial do que o produto original", diz Tomás Barbosa. O ideal será ler o rótulo com atenção para sabermos exatamente o que estamos a ingerir e em que quantidades. 



     

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