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Tendências 31. 10. 2017

Zona de não fumadores

by Patrícia Domingues

 

“Apaguei aquele cigarro. Apaguei-o e nunca mais voltei atrás”. Era ótimo se esta frase fosse minha, infelizmente, um ano após ter feito uma dramática despedida do meu melhor e pior amigo, voltei a reacender a chama. Fumar faz mal, todos sabemos, e na edição da revista deste mês dou umas luzes sobre o que, perante esta informação clara, nos faz continuar com este bad romance. Não aqui. Aqui juntam-se os fortes, os que imaginam a vida para lá do café e daquele cigarro da manhã. Os ex-fumadores do amanhã. Os não fumadores. Ponto.

Na mesma medida que se vendem milhares de maços de tabaco por dia, há uma indústria dedicada ao dizer ‘não’. Há substitutos de nicotina, há o aclamado cigarro eletrónico (que me soa sempre a batota), há fármacos, há terapia psicológica, há hipnose, há acupunctura e há um choque qualquer no nariz de que ouvi falar, em Beja. E depois, claro, há os sustos. Encontrar um não fumador convicto é um pouco como encontrar uma agulha no palheiro: sabemos que existem, só não estão no meu grupo de amigos (as estatísticas apontam para uns míseros 5% de sucesso nas tentativas de deixar o vicio, por isso não é de estranhar). Qualquer um dos métodos descritos pode ser efetivo (não há uma cura universal), se acompanhado da forma de deixar de fumar mais sagrada: querer deixar de fumar. É verdade, caro futuro ex-fumador, o segredo para deixar de fumar está em si. Sei-o de fonte segura: eu própria - e também sei da mesma fonte que temos de nos manter focados para não nos deixarmos cair em tentação. Amén.

De todas as pesquisas que fiz sobre este tema, parece haver uma leitura consensual que já afastou o ‘mal’ da vida de milhões de pessoas: o livro O Método Fácil de Deixar de Fumar de Allen Carr. Um reformado fumador de 100 cigarros por dia (como é que ele tinha sequer tempo?!), Carr lançou em 1985 um livro que não se foca em dicas para deixar de fumar nem dá sermões sobre a prática, mas sim na razão por que continuamos a fazê-lo. E, dizem, aniquila-a. Disse-o Ashton Kutcher, Pink, Anjelica Huston, Patricia Arquette, esta jornalista da Vogue e muitos, muitos outros. O método é simples, embora não se deixa enganar pelo título: não é fácil. Teoria e depois prática, leia o livro e siga as instruções.

Estas são algumas delas:

1. Escolha uma data e hora para parar e continue a fumar normalmente até chegar a essa data (não pare antes, vai fazer parecer os cigarros ainda mais ‘preciosos’).

2. Lembre-se: não vai abdicar de nada porque os cigarros não fazem nada por si. Não lhe dão prazer, apenas o mantêm escravo da nicotina. Vai apreciar ser um não fumador a partir do momento em que apague o seu último cigarro.

3. Acenda o seu último cigarro e faça um voto solene que, não importa os altos e baixos do futuro, não vai acender um cigarro.

4. O seu corpo vai implorar por nicotina durante alguns dias, mas isso não significa que tenha de ser miserável. Os não fumadores não sofrem, são os fumadores que sofrem. Daqui a um tempo estará livre.

5. Se associa um cigarro a café, chá ou pausa, quando tiver nesses momentos pense: ‘não é fantástico? Posso apreciar este momento sem me dar uma sentença de morte’.

6. Não evite situações onde há fumadores ou onde fumaria. Aproveite a vida social, olhe para os fumadores como pessoas que o invejam e se lhe oferecerem um cigarro diga ‘não obrigada, eu não fumo’ e não se ponha com explicações.

7. Não tente não pensar em fumar, não resulta. Se lhe disser, não pense numa parede branca, em que vai pensar? Em vez de pensar ‘queria um cigarro e não posso’, pense ‘não é maravilhoso que não preciso de fumar?’.

8. Não se engane pensando que conseguirá fumar um cigarro apenas socialmente... ‘Apenas um cigarro’ não existe.

9. Não ande com cigarros para emergências. Se o fizer, estará a por em causa a sua decisão. Os não fumadores não precisam de cigarros e é o que você é.

10. A vida voltará ao normal, desta vez como não fumador, mas fique atento para não cair em armadilhas. Se o seu cérebro começar a pregar-lhe partidas, pense ‘quero voltar a ser um fumador, todos os dias, sem conseguir parar?’. A resposta é ‘não’, porque você não gostava de ser um fumador e deixar de fumar foi uma decisão sua.

11. Boa sorte.

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