"Inspiring Women" In Partnership With

Rolex Logo
Artigo Anterior

Senhora de seu nariz

Próximo Artigo

#LetsTalkAboutIt: Natalia Vodianova une forças com a ONU

Inspiring Women 13. 9. 2018

Yuja Wang: “Quanto mais praticas e exploras coisas diferentes, mais encontras”

 

 Já alguma vez viu um vídeo de Yuja Wang a tocar piano? Não? Então vá ao YouTube. E depois volte para ler este artigo.

É sublime, não é? E nada, nada do que estaríamos à espera de uma pianista clássica. Porque Yuja é profundamente cool. Se no motor de busca de vídeos procurarmos, por exemplo, “Chopin - 24 Preludes, Op.28 (Yuja Wang)”, a chinesa aparece-nos com um vestido de lantejoulas que nos faz ter a certeza de que quem se senta naquele piano é, na realidade, uma sereia, uma criatura mística que tem nas mãos Chopin mas no resto do corpo é Vénus reencarnada. Yuja é fascinante, elegante, perfeita. Toca sinceramente e do peito, com mestria, com regras, com ética, com disciplina; mas também com uma paixão livre que lhe percorre as veias. A sua história segue o mesmo caminho.

Nasceu em 1987, em Pequim. O pai era percussionista, a mãe bailarina, e lá por casa jazia um presente de casamento que servia maioritariamente de decoração: um piano. Apesar de a mãe querer que Yuja lhe seguisse os passos de dança, ela não era particularmente flexível ou disciplinada, mas ficava extremamente contente quando podia assistir aos ensaios dos bailados. Porque adorava a música. Começou a brincar no piano, tinha a fluidez da mãe e o ritmo do pai. “Comecei muito jovem. Tinha seis anos e, meio ano depois, já tinha atuado em palco - é muito viciante, quanto mais praticas e exploras coisas diferentes, mais encontras - é um processo de aprendizagem sem fim, de exploração e descoberta”, diz, em toda a sua leveza.

É claro que é inspirador que, aos 15 anos, tenha ganho a competição de concerto no Aspen Music Festival. E que a crítica a tenha aplaudido enquanto ainda estudava no Curtis Institute, em Philadelphia. E que não lhe falte domar nenhum clássico, e que tenha conduzido uma orquestra sem batuta, enquanto estava sentada no seu piano. É claro que tudo isto é inspirador, afinal foi isto que a elevou a Embaixadora Rolex. “A música dá significado à minha vida, é quase como um parâmetro de como meço a minha vida, pelos pensamentos criativos que tenho todos os dias”, conta, sempre com palavras apaixonadas, com os olhos a brilhar de deslumbramento. “Como solista, é uma carreira solitária - e é por isso que trago sempre o meu relógio. Lembro-me da primeira vez que fui escolhida para ser solista no Lucerne Festival, o meu relógio estava comigo. E quando era artista residente na minha cidade-natal, Pequim, no NCPA [National Centre for the Performing Arts], a Rolex também estava lá - tudo isto são marcos na minha carreira.” A Rolex acompanhou-a sempre, desde cedo, e ainda se lembra “de quando abri a caixa, tinha 21 anos, foi durante o Verbier Festival, na Suíça, e este relógio azul profundo, elegante, estava a olhar para mim. Não é só o relógio, mas o que significa: a beleza, a elegância, a paixão, precisão, perfeição - é semelhante ao que eu tento alcançar na música clássica. Tal como a vida, continua a avançar. O tempo está sempre a avançar e isso lembra-se do quão precioso o tempo é”. Parecem palavras de uma sábia sem tempo. Talvez por causa da sua mãe, que sempre lhe falou de quanto tempo o tempo tem. “Quando eu era pequena, a minha mãe sempre disse que a coisa mais importante, a coisa mais preciosa da vida é o tempo, porque uma vez que passa, nunca mais volta. E não é sobre ser produtivo, mas sobre apreciar os momentos; acho que foi por isso que lhe dei um relógio.”

Sim, é por isto que Yuja é inspiradora. Mas não só. Yuja faz com que a música clássica se aproxime de quem nunca pensou ouvir música clássica e apaixonar-se por ela porque as pessoas também se apaixonam por Wang. É tão fácil. Yuja aproxima-se do seu público quando diz que ouve Rihanna antes e depois de tocar, porque a acalma. Quando não respeita os padrões de dress code que se esperam de uma pianista clássica porque porque é que haveria de existir dress code para uma pianista clássica? Wang veste-se bem, é elegante e vibrante e cheia de vida, tal como cada nota que toca. Sabe que a música eleva as pessoas, que a música a eleva a ela e nada mais deveria ter importância. E não há nada mais inspirador do que a genuinidade. 

Veja, abaixo, o vídeo, e vai perceber porquê.

As Embaixadoras Rolex são mulheres notáveis. Mulheres fortes, mulheres poderosas, mulheres que ultrapassaram todas as montanhas e todos os mares e todos os desertos por pura força de vontade. São mulheres que inspiram por existir, inspiram porque não se inibem de partilhar as suas histórias para que todos os outros - mulheres ou homens - saibam que sim, tudo é possível. E são essas histórias que a Vogue vai partilhar, ao longo de 2018, em Inspiring Women. Porque as palavras contam. Porque as mulheres contam. Porque o poder nasce todos os dias.

Artigos Relacionados

Inspiring Women 30. 8. 2018

Iris Apfel: "Acho que um sentido de deslumbramento é absolutamente imperativo"

Se a idade importasse, o estilo tinha prazo de validade. E se há coisa que nos ensinam desde pequenos é que o estilo é eterno.

Ler mais

Inspiring Women 23. 8. 2018

Justa Nobre: "Não há presente nem futuro sem passado"

Quando era pequena, queria ser cozinheira ou enfermeira. O que Justa Nobre queria mesmo era "tratar do bem-estar dos outros" e só temos de lhe agradecer por isso.

Ler mais

Inspiring Women 9. 8. 2018

Lydia Ko: “Quando perco, isso ajuda-me a crescer como pessoa”

Não é fácil ser um prodígio, não é fácil ser um génio. Mas é um privilégio poder existir num mundo onde ao mesmo tempo respiram talentos como Lydia Ko.

Ler mais

Inspiring Women 26. 7. 2018

Patrícia Mamona: “Não gosto de comodismo. É aborrecido”

Correr, saltar, cair, levantar. Podemos estar a falar do trabalho diário de Patrícia Mamona ou de uma metáfora para a vida, mas qualquer das opções é boa o suficiente para nos inspirar. 

Ler mais

Inspiring Women 12. 7. 2018

Annika Sörenstam: “Em primeiro lugar, tens de ser fiel a ti mesmo”

Como é que se chega ao topo do mundo? Trabalho, trabalho, trabalho. Como é que se fica lá? Amor, amor, amor.

Ler mais

Inspiring Women 28. 6. 2018

Maria da Conceição: "Grande parte da minha visão é baseada num sonho"

Maria da Conceição construiu a Fundação Maria Cristina e o mundo ficou melhor. Mas há tanto a fazer até que o mundo seja um lugar bonito.

Ler mais

Inspiring Women 21. 6. 2018

Diana Vreeland: "Só há uma boa vida. A que queres e a que fazes para ti mesma"

Todos conhecemos a história de Diana Vreeland. Mas todos esquecemos demasiado rápido o que esta história tem para nos ensinar todos os dias.

Ler mais

Inspiring Women 14. 6. 2018

Sylvia Earle: "Acho que devia estar na moda importarmo-nos"

Conhecer Sylvia Earle devia ser obrigatório a todos os seres humanos. A Embaixadora Rolex, ativista, fundadora da Mission Blue, não é só uma força da natureza: é a maior fonte de inspiração.

Ler mais

Inspiring Women 31. 5. 2018

Daniela Ruah: "Quero dar a imagem de força às mulheres"

Sejamos sinceros: se há motivos para sentirmos orgulho nacional, Daniela Ruah é um deles.

Ler mais

Inspiring Women 17. 5. 2018

Garbiñe Muguruza: “Grandeza é quando atinges os teus objetivos”

A história de Garbiñe Muguruza é muito simples: uma menina tem um sonho, uma menina trabalha para atingir esse sonho, a mulher vive esse sonho. Sim, a história de Muguruza é muito simples. E é por isso que é tão boa.

Ler mais

Este website utiliza cookies. Saiba mais sobre a nossa política de cookies.   OK