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French kisses in colour

Tendências 28. 8. 2018

Seven is for heaven

by Mónica Bozinoski

 

Ao contrário do famoso jogo Rings of Fire, as contas de Instagram destas sete maquilhadoras não foram criadas para serem consumidas com moderação.

©Instagram/@violette_fr

São os nomes responsáveis pela infinidade de produtos de Beleza que temos espalhados pela casa, pela forma como aplicamos iluminador e pó translúcido estrategicamente no rosto, pela simplicidade hipnotizante de sair da zona de conforto e arriscar com um eyeliner colorido, ou pelo método que usamos para pentear as nossas sobrancelhas todas as manhãs. 

Da satisfação do glow ao excesso dos anos 80, da frescura de pintar os olhos com cores contrastantes ou de criar a ilusão de que temos sardas no rosto, são os nomes que provam que a Beleza é mais do que um conjunto de tendências Instagram worthy: é um recreio onde podemos quebrar as regras, onde podemos brincar com tons e texturas sem medo de errar, e onde podemos celebrar a nossa individualidade de uma forma verdadeiramente livre. 

São nomes certamente muito diferentes. Contam histórias visuais de formas diferentes, pintam rostos de formas diferentes, aplicam fórmulas, texturas e tons de formas diferentes, partilham o seu trabalho de formas diferentes, e olham para o mundo que as rodeia de formas diferentes. Mas têm em comum uma coisa: a paixão desmedida pela magia, pelo poder e pela arte que a maquilhagem representa. Quem são elas? As sete maquilhadoras que não deve deixar de seguir no Instagram. 

Violette Serrat

 
 
 
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"A maquilhagem deve ser o teu melhor aliado, e nunca um concorrente", disse Violette Serrat em entrevista ao Violet Grey. "Quero que as pessoas digam, 'Estás fantástica', e não 'A tua maquilhagem está fantástica'". Graças ao seus pais - a mãe era hairstylist e o pai era o seu agente -, a infância de Violette foi passada no set de fotógrafos como Paolo Roversi ou Peter Lindbergh, onde observou a dinâmica criativa entre o mundo da Moda e o mundo da Beleza. O mais curioso é que, na altura, a maquilhagem não era ainda uma paixão óbvia.

"Eu estudei pintura", contou a maquilhadora francesa ao Into The Gloss. "Mas faltava algo na pintura. Não tem vida, e eu sentia que precisava de trabalhar em algo que tivesse vida, que transmitisse calor, que tivesse sentimentos - isto porque, para mim, a inspiração vive na ponta dos dedos. Foi aí que os meus pais sugeriram a maquilhagem. Decidi experimentar numa pessoa que conhecia, só para perceber como me iria sentir, e adorei. Brincar com todas aquelas texturas num rosto... acabou por se tornar a minha especialidade". 

Depois de trabalhar como Makeup Designer para a Dior e assinar páginas para as mais diversas publicações de Moda, Violette (que não usa o seu apelido no contexto profissional) foi apontada como Global Beauty Director da Estée Lauder, cargo que ocupa ainda hoje. A sua primeira coleção para a marca, intitulada Poppy Sauvage, não só transmitia o espírito intemporal do parisian chic, como oferecia ao mundo uma nova forma de explorar a estética Violette: uma estética onde a cor não conhece fronteiras, onde as texturas não têm regras, e onde o batom vermelho é o melhor acessório que uma mulher pode ter. 

Morgane Martini 

 
 
 
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"Nunca parei de fazer maquilhagem. Toda a gente parou, mas eu não - e as pessoas diziam-me que aquilo que eu fazia não era cool", recordou Morgane Martini em entrevista ao L'Officiel. Numa altura em que a indústria se definia pela pele nua ou pelas sobrancelhas naturais, a estética de Martini caminhava no sentido oposto. "Eu ouvia isto e perguntava, 'O que é cool?'. Para mim, ser cool é expressares aquilo que és e divertires-te com isso". E foi exatamente isso que a menina apaixonada pela pintura, natural da ilha francesa de Córsega, fez. 

Depois de se formar numa escola de Beleza por sugestão da tia, Martini descobriu que maquilhar era como pintar numa tela viva. Assistiu nomes como Lloyd Simmonds e Pat McGrath, acompanhou a dinâmica de bastidores durante anos, e tirou tempo para aperfeiçoar o ofício pelo qual ficou conhecida. No formato Polaroid, a artista começou a partilhar imagens do seu visual de assinatura no Instagram, onde as linhas e cores edgy, inspiradas na estética dos anos 80, ganhava vida nos rostos de Lais Ribeiro, Constance Jablonski ou Mélodie Monrose que, por acaso, eram amigas da maquilhadora. O método captou a atenção da modelo Ashley Graham. A edição brasileira da Vogue seguiu, e convidou Martini para maquilhar Bella Hadid. "A referência era Veruschka, por isso estávamos em sintonia, e eu estava na minha praia. E o timing não podia ter sido mais perfeito: era para a capa de setembro da revista".

Enquanto as redes sociais propagavam um ideal de naturalidade, Morgane Martini ignorava a corrente e começava a criava buzz nos sítios certos. "Quando me reuni com eles, a primeira coisa que disse foi, 'Deviam saber algo sobre mim: eu gosto de aplicar muita maquilhagem, e se me pedirem para fazer menos, vai ser difícil'", recordou Martini em entrevista ao L'Officiel, sobre o seu primeiro encontro com Marc Jacobs Beauty, marca de cosméticos onde ocupa o lugar de Global Artistry Ambassador. Felizmente para nós, e para Martini, a ideia era precisamente o oposto. "Eles olharam para mim e disseram, 'Não, se fizeres menos, vamos ter um problema'. Pensei logo, 'Bom, acho que nos vamos dar bem'". 

Katie Jane Hughes 

 
 
 
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"A maquilhagem encontrou-me a mim", contou Katie Jane Hughes ao Into The Gloss. "O meu sonho era seguir uma carreira na música, queria ser cantora. Mas, como precisava de ter um emprego, fui manicurista durante algum tempo, e acabei por trabalhar na Space NK em Londres. Foi uma experiência incrível - foi aí que consegui ver o poder de transformação que as mulheres sentem quando se maquilham. Afeiçoei-me a isso, e queria fazer mais".

Foi no Instagram que a makeup artist encontrou a plataforma perfeita para transmitir este ideal. Começou a publicar imagens de um olho mais trabalhado aqui, de um look mais aproximado na pele ali, e as pessoas começaram a reagir. O resto, como se costuma dizer, é história. Nos dias que correm, a página de Hughes conta com mais de 161 mil entusiastas da estética versátil da artista - entre eles Rosie Huntington-Whiteley, Elsa Hosk ou Phoebe Tonkin -, cuja filosofia de Beleza é não seguir as regras que a própria Beleza impõe. 

"Enquanto makeup artist, não sou o tipo de dizer que mais é menos, mas acho que se deixares a pele e as sobrancelhas mais naturais, podes usar quantos produtos quiseres, porque existe um equilíbrio no rosto. Essa é a minha ética", contou ao Into The Gloss. O que torna Hughes tão especial é isto mesmo: a liberdade de brincar e arriscar, a frescura de combinar texturas e tons inesperados, e o ideal de não seguir tendências ou regras saturadas só porque sim. "Sinto-me em casa com looks contrastantes. Olhos em tons de rosa, lábios pintados de vermelhos. Pode parecer estranho, mas funciona. Estou sempre a encorajar as pessoas a experimentarem coisas novas. Experimentar um eyeliner azul se normalmente usam sempre um eyeliner preto. No fim do dia, é apenas maquilhagem - se não gostares, podes sempre limpar". 

Nikki Wolff

 
 
 
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"Lembro-me de folhear a Vogue e admirar todas aquelas páginas de Moda e Beleza, com todas aquelas modelos lindíssimas, e de pensar para mim mesma, 'Eu quero ser a pessoa que ajuda as modelos a ficarem com esta aparência tão bonita", contou Nikki Wolff à revista Glamour. "Acho que a evolução da maquilhagem ao longo dos anos se deve aos maquilhadores. Mas houve um tempo em que ser makeup artist não era uma carreira respeitada. Quando comecei, há quinze anos atrás, as pessoas não percebiam o que era o trabalho de um maquilhador. 'Então isso significa que trabalhas na Boots ou que só fazes sessões fotográficas?', era uma das perguntas que me faziam. Agora é uma profissão respeitada", defendeu a maquilhadora ao The Luxury Marionette

Nos dias que correm, Nikki é um dos exemplos vivos do modo como a profissão mudou: ocupa o cargo de Global Makeup Ambassador da gigante de maquilhagem Becca, transformou o feed de Instagram numa espécie de revista digital onde partilha imagens de modelos lindíssimas que têm uma aparência tão bonita graças aos seus poderes mágicos, e conta com mais de 409 mil seguidores na plataforma. Mas as redes sociais, onde a maquilhadora se tornou um nome verdadeiramente sonante, por surpreendente que possa parecer, nem sempre foram o seu forte. "Estava numa sessão fotográfica e uma das modelos perguntou-me se eu tinha Instagram", recorda em entrevista à Glamour. "Quando disse que não tinha, ela convenceu-me a descarregar a aplicação e a criar um perfil, e disse-me que tudo o que precisava de fazer era tirar fotografias ao meu trabalho e partilhar". 

"A maquilhagem foi o meu primeiro grande amor, e o Instagram veio no seguimento disso", explicou a maquilhadora, que nos deixou apaixonadas pela naturalidade das sobrancelhas que exibe no seu Instagram, pela pele radiante e luminosa, e pela simplicidade que trasmite quando usa e abusa da cor. "Tenho tendência a não criar os looks em mim própria porque é no rosto das pessoas que me rodeiam que encontro mais inspiração. Sou muito grata por todo o apoio e carinho que recebo online, mas não tenho dúvidas que continuaria a ser maquilhadora se as redes sociais deixassem de existir". 

Celine Bernaerts 

 
 
 
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"Apaixonei-me pelos anos 60, especialmente por Penelope Tree. Se olhares do ponto de vista de uma artista, consegues ver uma geração de nomes como Pat McGrath, Val Garland, Peter Phillips e Tom Pecheux, que quebraram barreiras e inovaram completamente em termos de maquilhagem. São nomes que elevaram a maquilhagem de uma simples ferramenta de Beleza a uma forma de arte", disse a makeup artist em entrevista ao L'Officiel

Apesar da mãe ser esteticista, a paixão de Celine pela maquilhagem só surgiu aos catorze anos, quando duas amigas inglesas lhe mostraram o que era possível fazer com um pouco de base no rosto. Como a própria contou ao L'Officiel, aquele simples momento de descoberta adolescente desencadeou uma obsessão pela Beleza, e a vida nunca mais foi a mesma. Depois de ter concorrido a um curso de fotografia que não correspondeu às expectativas, Bernaerts decidiu formar-se na escola de maquilhagem holandesa House of Orange e, desde então, trabalha como maquilhadora e embaixadora da Yves Saint Laurent Beauty.

"Clássico com um twist, é o look que mais gosto", contou ao L'Officiel sobre a sua estética imaginativa e artística. Basta olharmos para as imagens hipnotizantes de Celine, que brinca com tons e texturas de forma clássica mas rebelde, para perceber isso: para além da maquilhagem, o cabelo rapado da makeup artist é um statement de que a Beleza não é sinónimo de perfeição, mas antes uma ferramenta para celebrar a individualidade. "Tenho receio que estejamos a criar um mundo para as próximas gerações onde não temos liberdade para ser humanos", defendeu Celine, que usa as redes sociais para espalhar a mensagem contrária, e criar uma nova noção de frescura e personalidade que vale a pena ser seguida.

Priscilla Ono 

 
 
 
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"Desde miúda que adoro maquilhagem. Mas nunca pensei nisso como uma carreira, até ao momento em que conheci o meu marido, há treze anos atrás", contou Priscilla Ono à edição britânica da Vogue. "Ele estava a realizar um videoclipe e pediu-me para tratar da maquilhagem. Quando estava nos bastidores, a ver como tudo funcionava, apaixonei-me pela profissão. Assisti outros maquilhadores, e trabalhei na Sephora durante três anos. Fiz aquilo que tinha que fazer e aperfeiçoei a minha arte". 

Há sete anos atrás, Priscilla conheceu Rihanna no set do videoclipe de S&M, onde estava a maquilhar as bailarinas. A cantora viu-a e perguntou se queria entrar no vídeo, ao qual a maquilhadora respondeu um entusiasta "claro que sim!". São amigas desde então. "Quando soube que a Rihannha estava a trabalhar numa linha de maquilhagem, decidi ligar-lhe e disse: se precisares de alguma ajuda, diz-me", contou a maquilhadora. "Ela disse-me que estavam à procura de alguém para a posição de Global Make-Up Artist. Fiz um teste e fiquei com o lugar". 

Um ano depois do lançamento de Fenty Beauty, Priscilla Ono continua a ser o nome responsável pelos looks frescos e glowy que vemos no rosto de Rihanna, e que queremos recriar sem pensar duas vezes. "A maquilhagem faz-me sentir poderosa. Faz-me sentir destemida e acho que é isso que transpareço quando maquilho alguém", disse em entrevista à edição britânica da Vogue. "Existem alturas em que as minhas clientes chegam à minha cadeira e não tiveram uma noite fácil, ou tiveram uma semana complicada e não se estão a sentir no seu melhor. Assim que começo a aplicar a maquilhagem, consigo sentir a atitude delas a mudar. Sentem-se poderosas, sentem-se capazes de tudo, e isso dá-me uma gratificação enorme, faz-me pensar: uau, fiz o meu trabalho". 

Nam Vo 

 
 
 
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"Desde os oito anos que tenho muito cuidado com a minha pele. Comecei a aplicar creme de contorno de olhos com essa idade. Toda eu sou glow e pele", contou a maquilhadora em entrevista ao The Cut. "A minha mãe sempre me alertou para os malefícios do sol. 'Queres ter estas marcas no rosto? Então sai do sol', era o que ela me dizia sempre. Mesmo em criança, caminhava da paragem de autocarro até casa debaixo de um guarda-chuva". Os cuidados não só compensaram, como transparecem - 142 mil seguidores depois, não é por mero acaso que o nome é imediatamente associado às marcas digitais #namvoglow ou #dewidumplings. 

Considerada por muitos como a "Rainha do Glow", Nam Vo é uma das responsáveis pelo desejo quase inexplicável de uma pele tão luminosa, tão saudável e tão glowy que parece quase translúcida. A estética da maquilhadora é verdadeiramente simples: iluminar os pontos certos da pele, e matificar apenas o necessário, em doses pequenas. O desafio de entrar no mundo de Nam Vo? Não se sentir imediatamente hipnotizada pelo trabalho impecavelmente dewy e fresco da makeup artist

"Iluminar o rosto dá glowgasms às pessoas", explicou Nam Vo em entrevista ao Coveteur. O termo é um dos mais associados à estética da maquilhadora, que já deu este sentimento tão especial a nomes como Kylie Jenner, Rosie Huntington-Whiteley, Aimee Song ou Marianna Hewitt. "O iluminador consegue ganhar em todas as frentes porque é algo estranhamente satisfatório. Consegues ver luz. É verdadeiramente mágico; como se alguém enfeitiçasse a tua pele". 

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