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Inspiring Women 2. 8. 2018

Made in Portugal: o quarteto fantástico

 

Quatro histórias de quatro mulheres tão grandes quanto o seu país, tão maiores quanto o seu talento, tão incríveis quanto a carreira que construíram de pulso firme por esse mundo fora.

 

Anne Sophie Costa, makeup artist 

Anne Sophie Costa © Frederico Marins

 

Anne Sophie já viu trabalhos seus nas páginas da i-D, da Vogue Ukraine, da Marie Claire, da Harper’s Bazaar, da L’Officiel, e trabalhou para marcas como a ASOS e 3ina. Ela podia ser a encantadora capa de um livro American dream made in Londres. Só que esta maquilhadora não tem medo de borrar a pintura.

Capítulo 1. Anne Sophie, aos doze anos, numa quinta alentejana, entre Elvas e Badajoz, para o zapping na Fashion TV. Do outro lado de um mundo inatingível, como diz, está Pat McGrath a falar sobre a maquilhagem de um desfile da Gucci. O único contacto com sombras e batons era na farmácia onde a mãe trabalhava. “Fiquei a olhar para a televisão, maravilhada, mas, depois, esqueci-me.” O que lhe ocupava constantemente a cabeça na altura eram as ganas de conhecer o mundo e sair do país. “Nunca me identifiquei com a mentalidade portuguesa. Temos um grande coração, mas a mentalidade é demasiado fechada”, justifica.

Capítulo 2. Anos passam e, já em Lisboa, a tirar o curso de Design Gráfico no IADE, Anne Sophie vai a uma sessão de promoção de cabelos da L’Oréal. “Era uma ‘pita’, fui para lá com, não sei, 21 anos, menos, até, e quem estava a fazer a maquilhagem, e me maquilhou, era a Joana Moreira. Fiquei... Uau!” Apanhada na confusão dos bastidores, deu por si a ajudar a maquilhadora e terminou com um convite para ser sua assistente na edição seguinte da ModaLisboa. Joana Moreira insistiu que se inscrevesse num curso de maquilhagem. Insistiu, insistiu e voltou a insistir por mais seis meses. “A princípio, nem gostava de tocar na pele das pessoas; depois, fui ganhando carinho e paixão. O que mais gosto neste mundo é que nunca... It’s never lazy... Estamos sempre a tentar fazer melhor e coisas novas, é um universo de artistas.” Quando terminou os dois cursos — e ao mesmo tempo —, a escolha foi óbvia. Ou a menos óbvia, no caso.

Capítulo 3. A primeira vez que foi a Londres, percebeu que era a cidade da sua vida. Em janeiro de 2009, mudou-se para lá. (Pelo meio, cruzou-se com um maquilhador que lhe abriu as portas da London Fashion Week.) Arranjou um part-time no Harrods, fez contactos, trabalhou com a Topshop por acaso, gostaram do seu trabalho, voltaram a chamá-la, deixaram de a chamar, “one day you’re in, one day you’re out”, remata. “Vivi mal e com pouco dinheiro, mas nunca pensei em desistir. Eu sempre soube que é difícil, a vida é difícil”, sorri. “A chave do sucesso é aguentar quando as coisas estão mal. Fui para a luta, fui para não me sentir em casa. Para libertar-me de tudo o que trazia e para conquistá-los.”

Hoje, é a miúda cute do glitter e do gloss, muito gloss, das peles frescas, jovens e cuidadas, do gráfico e do glamoroso, sempre, pois, por mais criativa que seja, nunca deixa uma mulher ficar mal. É algures entre a arte e o comercial que se sente como uma mermaid ninja dentro de água. (Fun fact: o seu filme preferido da Disney é A Pequena Sereia, pois, mesmo sem voz e sem as pernas, Ariel teve o seu final feliz — e o seu príncipe, claro.) Por enquanto, o seu perfil na The Wall Group, a agência internacional que a procurou e com quem assinou contrato desde agosto, e que trabalha com marcas como Chanel, Estée Lauder, Louis Vuitton e Prada, é uma página em branco (preta, na verdade), com as palavras coming soon. Toda a gente sabe: o próximo capítulo é sempre o melhor. 

 

Maria Clara, modelo

Maria Clara © D.R.

Quase tudo o que possamos dizer sobre Maria Clara parece pouco. Quase. Eis o que é senso comum. Maria Clara Vasconcellos começou a fazer campanhas aos três anos. Foi descoberta por um scouter da L’Agence quando estava na praia com a mãe, culpa daqueles olhos verdes e cabelo loiro e caracóis que serviam de moldura para a mesma cara imaculada de hoje. Sim, os dois pais são cem por cento portugueses, e Clara costuma responder a esta pergunta com a rapidez de quem já espera o espanto da confirmação – de facto, começou por ser interessante para as marcas pelo exotismo do ar sueco. Fez ballet durante dez anos e depois foi experimentando outros tipos de dança, o que ajuda a justificar a beleza dos seus movimentos, o conhecimento completo e inteiro de um corpo que flui docemente mesmo quando está parado. Em 2013 venceu o concurso L’Agence Go Top Model e passou de modelo comercial a Moda. Assinou com a Next Models. Fez umas temporadas em Londres, para se adaptar ao mercado e tomar o gosto pela internacionalização, estreando-se (coisa pouca) na passerelle de 2015 do Fashion for Relief, organizado por Naomi Campbell. “Sentia-me uma criança num armário de princesa. Pude usar um vestido Marchesa, incrível, e pediram-me para me divertir quando desfilasse. Era uma festa. Podia dançar, sorrir, mostrar a minha personalidade”, contou-nos, há tempos, quando nos sentámos a conversar - na verdade, esses tempos já foram há quase dois anos, na primeira entrevista que deu à Vogue Portugal. Depois disto, atirou-se aos lobos e começou a fazer todas as semanas de Moda, circuito que já não lhe sai da agenda. De seis em seis meses, Nova Iorque, Londres, Milão, Paris e, não raras vezes, ainda Lisboa e Porto. Não vale a pena enumerar os desfiles que já fez - não temos tempo nem caracteres suficientes - mas falar de nomes como Gucci, Valentino, Kenzo ou Dior nunca nos parece demais. Nos entretantos, é segui-la pelo Instagram (se ainda não é um dos seus quase 22 mil seguidores, devia) enquanto fotografa por Miami ou Nova Zelândia, para várias edições da Vogue (é especialmente adorada pela China, Japão e Ucrânia), para a Muse, para a i-D. 

“[Nos últimos anos] evoluí tanto a nível profissional como pessoal e aprendi bastante mais do que estava a contar desde que comecei a trabalhar na indústria de Moda. Cresci, aprendi a contar comigo própria, a conviver e a partilhar momentos com pessoas muito distintas, a ser autónoma e a gerir choques de culturas. Viver sozinha em países estrangeiros assim o exige.” São estes rasgos de maturidade que atiram tantos pseudo-sábios para um canto que podemos contar quando falamos com a modelo portuguesa. É a mesma maturidade que lhe dá inteligência emocional aos montes, mesmo com uma profissão que não é fácil (maior eufemismo do mês) de gerir. “Sinto sempre um mix de sentimentos durante as fashion weeks, e muitas vezes depende do país em que estou”, diz-nos. “Sendo que, no total, é um mês de duração, é natural que mais para o fim, e, coincidentemente, quando se chega à capital mais importante, Paris, toda a gente já esteja um pouco cansada da rotina diária de fazer desfiles, ir a castings e a fittings até às tantas da noite. São muitas noites sem dormir o necessário e nota-se uma diferença inclusivamente no contacto entre nós. É uma altura que exige muito de todos. Mas acima de tudo as minhas emoções mantêm-se muito positivas, dado que estou a fazer o que gosto, e vou superando um dia de cada vez à minha maneira. Não deixam de ser experiências de aprendizagem e oportunidades únicas na vida com a certeza de que as recordarei para sempre.” Esta é outra coisa que tem mesmo de saber sobre Maria Clara: nenhuma frase, nenhum pensamento, nenhuma reflexão e nem mesmo nenhuma queixa termina na negativa. O percurso da narrativa, a condizer com a carreira da voz doce de quem o profere, é sempre ascendente.

 

Anne Amorim, PR manager Zadig & Voltaire

Anne Amorim © Frederico Marins

Haverá armário mais dissecado do que o das francesas? Tanta investigação e ainda não perceberam que o fator X do alfabeto francês não reside numa etiqueta, num par de alpercatas ou na ponta de um cigarro. Vejam Anne Amorim, por exemplo. Não é nem pelas botas de camurça, que vistas ao perto até estão gastas, nem pelo vestido boémio, apesar de bonito, que a PR exala um certo je ne sais quoi. Será de estar de cara lavada? Com a conversa o enigma vai ganhando a forma de uma bússola bem alinhada. De Ponte de Lima, Fafe e Lisboa, as terras natais dos pais, herdou o espírito de sacrifício português e o gosto pela Moda, fruto dos dias frente ao espelho com a avó Artemísia durante os meses quentes do verão. “Só sabemos para onde vamos se soubermos de onde viemos”, diz o ditado. Como em quase todos os outros, também este tem o seu fundo de verdade. 

Foi preciso apenas um desfile Thierry Mugler visto na televisão em criança para Anne Amorim escolher a Moda como profissão. Primeiro, pensou em ser designer, típico, mas, depois, pensou melhor e voltou-se para a comunicação. Quando se inscreveu no curso, optou fazer metade/metade, entre teoria e prática, e, caso precisasse de um sinal de que tinha tomado a decisão certa, esse chegou quando estagiou na Thierry Mugler (e o mesmo bustier que lhe havia prendido os olhos ao televisor aterrou nas suas mãos). Contudo, falar de Mugler é saltar uma parte importante da história. Recém-chegada ao mundo da Moda, com mil desejos mas zero cunhas, Anne escreveu uma carta à mão a Christian Lacroix com um pedido de estágio. Após alguns dolorosos non, veio o tão desejado oui e só havia um pequeno “sinon”: além de trabalhar na parte de comunicação, teria de assistir a assistente pessoal... de Christian Lacroix! “Insisti na Lacroix porque gostava muito da criatividade da marca e porque sentia que era um diretor criativo com muito coração, pouco superficial”, conta, com o seu sotaque português afrancesado. “Foi um pack. Organizei o meu primeiro desfile couture, assisti um diretor criativo... Pensei: ‘Okay, é mesmo isto que quero fazer.’” Os olhos brilham. Tinha dezoito anos.

Hermès, Antik Batik, Stella Cadente fazem parte do seu curriculum. Quando acabou os estudos, encontrou um anúncio para a Gerard Darel e, como gostava do storytelling da marca (mais parisiense, impossível), ficou por dois anos, até sair a convite da Zadig & Voltaire. “Gosto mais de empresas pequenas, no sentido em que posso dedicar-me a uma marca só; e, além disso, acabas por fazer um pouco de tudo. Interferes no lookbook, preparas as vendas privadas, o desfile”, aconselhas a diretora criativa...” Pardon? Recorda-se da campanha de verão de 2012 da Zadig & Voltaire? (Aquela onde Erin Wasson está recostada num cadeirão com uma mão a tocar o seio.) Okay. Recorda-se do vestido transparente, em piton? Durante a criação da coleção, foi a PR que sugeriu a Cecilia Bonstrom que transformasse uma camisa com o mesmo padrão num vestido comprido, mais do que incomum para o ADN jeanst-shirtperfecto da marca. 

Chega a ser engraçado o quanto Anne é uma representação viva da Zadig (está de férias, mas aparece como uma imagem de um lookbook: a pele supermorena, um vestido estilo boho com um cinto de pele por cima e uns botins de camurça gasta). Confessa-nos a inexistência de uma bolsa de maquilhagem, o vício saudável do ioga, as suas bipolares predileções musicais (de funk a António Variações) e a sua panca por vintage, que vai desde a coleção de vinil e o braço cheio de pulseiras a alguns dos seus melhores achados: uma pochete YSL em piton, os vestidos psicadélicos da mãe, um fio com uma cruz em prata da avó Artemísia e um Golf 1 Cabriolet de 1985, que encontrou à venda numa espécie de OLX no sul de França e que só comprou por ter pertencido a um português. “É o meu carro de férias”, diz. Com a bagagem cheia de sonhos, está na altura de seguir o sol enquanto dura.

 

Maria Miguel, modelo

Maria Miguel © Branislav Simoncik

Paris, 26 de setembro de 2017. Trocadéro. Uma passerelle branca, imaculada. A Torre Eiffel ilumina-se lá atrás, como um pôr-do-sol de ferro, como a guardiã imponente. Naquela noite deixou de ser romântica, é demasiado presente para isso. É quase ameaçadora. Começamos a ouvir a bateria, ritmada. Da boca de cena sai fumo branco e materializa as guerreiras de Anthony Vaccarello, com asas nos pés e candelabros nas orelhas, que saem altivas e determinadas, agressivas e arrogantes, em procissão cerrada. Binx Walton, Lexi Boling, Mica Arganaraz, Kaia Gerber, Vittoria Ceretti, Rianne Van Rompaey, Anja Rubik, Jamie Bochert, Celine Bouly. As Mulheres Saint Laurent. Mas antes de todas elas, a liderar a batalha, a abrir o desfile, Maria Miguel. “Tinha acabado de assinar contrato com a Next. Fui para Londres um mês fazer sessões fotográficas para aumentar o meu book, estava lá há duas semanas e ligaram-me de Paris a dizer ‘tens um casting para a Saint Laurent.’ Achava que ia ser um casting como qualquer outro. Cheguei lá e estava só eu, sozinha - normalmente nos castings há imensas meninas. Disseram que me diziam alguma coisa até quarta. E eu voltei para Londres. Era quarta, não me ligaram. Não fiquei triste porque eu já achava que não ia conseguir, não tinha expectativas nenhumas. No dia a seguir, quinta, ligaram a dizer-me ‘conseguiste, anda para Paris.’ Pronto, fazer as malas, Paris. Depois estive dois meses e meio a fazer fittings. Todos os dias estava lá. Três dias antes do desfile - eu sabia que ia fazer o desfile, mas não sabia como - vi as fotografias todas na parede, e a minha estava em primeiro lugar. Ainda assim, não achei nada, pensei que fosse uma ordem aleatória. O dia antes foi o dia dos ensaios. “Maria Miguel, Maria Miguel”, chamaram-me. “És tu que vais abrir”. “Sou eu que vou abrir?” (risos). Depois tinha três estrelinhas ao lado do meu nome, porque era a única que ia ter três looks. Foi incrível, mas não estava nada à espera. Foi uma surpresa. Eu não sei explicar, não estava mesmo nada à espera. Nada, nada.”

“Estavam-me sempre a parar na rua e a dizer aos meus pais ‘A sua filha não quer ir para a nossa agência?’. Eu ouvia, mas não ligava, e acabava por não acontecer nada. Um dia estava num almoço de família e estávamos a falar de agora já existirem mais modelos portuguesas, e a minha tia perguntou-me ‘Maria, tu não gostavas?’ e eu ‘Não, por acaso não gostava’ (risos). ‘Mas vais experimentar’. Levou-me à L’Agence, depois fiz o concurso, ganhei, e a partir daí, pronto.” Enquanto diz “pronto” encolhe os ombros. Enquanto diz "pronto" torna-se na capa da Vogue Portugal de novembro de 2017.  

Maria Miguel fez 17 anos no dia 18 de outubro. Nasceu em Braga, mudou-se para o Porto, mas acabou por viver seis anos e meio em Angola “porque o meu pai é metade angolano, é advogado, e foi trabalhar para lá. Depois como estivemos muitos anos em Angola e não sabíamos se a escola era muito boa fomos para Londres para experimentar. Ficámos lá um ano.” Quando fosse grande, Maria queria ser futebolista. E agora, ainda quer? “Se pudesse, eu gostava, sim, mas parei de jogar futebol durante um tempo. Agora queria fazer um curso de Matemática e depois um Mestrado em Gestão.” Ah, sim. Talvez a primeira coisa que devia ser dita em relação a Maria Miguel é que o apelido devia ser substituído por Rapaz. “Eu era mesmo um rapaz. Estava na praia, um dia - eu usava sempre calções de banho de rapaz e cabelo preso - e veio um rapaz ter comigo e disse-me ‘Eu ainda não percebi bem. Tu és rapaz ou rapariga?’ (risos). E eu respondi, ‘Eu sou uma rapariga que quer ser rapaz.’ Andava sempre com os rapazes. Associo-me mais com os rapazes do que com as raparigas. Acho que gostamos das mesmas coisas. Eu agora já começo a gostar mais de coisas tipo maquilhagem e assim, mas antes as minhas amigas diziam ‘Olha, tenho esta maquilhagem nova’. E eu estava ‘Por favor, calem-se calem-se calem-se, não quero ouvir isto.’” E a questão do futebol é mesmo a sério. Perguntamos-lhe, em jeito de provocação, se é do Benfica, e Maria tem quase um ataque de ansiedade com direito a hiperventilação e indignação profunda. “Não… não! Ai que horror. Sou do Sporting, claro. Ui, só de ouvir essa palavra. (...) Era do Porto até aos cinco anos, quando fui para o Sporting ele não estava numa boa fase, por isso… Gosto mesmo do Sporting, não sei explicar. É que eu não sei como é que uma pessoa gosta assim de uma equipa de futebol. Eu adoro, adoro mesmo. Houve uma fase em que eu era viciada, a tal ponto que até estava a afetar os meus estudos e tudo. Tinha uma tabela de jogos… nessa fase, quando não pude ver um jogo, chorei. Essa fase foi péssima.”

Essa fase passou (só a parte da obsessão: o amor incondicional pelo leão de Alvalade continua lá) e Maria dá por ela a entrar noutras que estava a anos-luz de adivinhar que algum dia iria passar. Como abrir a Saint Laurent. Como ser capa da Vogue. Como começar a gostar, nem que seja um pouco, de maquilhagem. No entanto, o perfecionismo - que, conta-nos, é bem capaz de vir de um espírito competitivo que atinge proporções astronómicas (“quero sempre ser melhor, sinto que estou sempre em competição comigo própria”) - deu-lhe uma exímia gestão de expectativas. Até à última, não conta a ninguém o que está a fazer. “Com a Saint Laurent, quando soube que ia abrir, só contei à minha mãe. Até lhe pedi para não contar ao meu pai, porque ele ia ficar nervoso. Nestas coisas, tudo acontece à última hora, e à última hora tudo pode também não acontecer”.

Mas está a acontecer. Tudo ao mesmo tempo, na verdade. E se, há um ano, lhe contássemos tudo o que já fez… “não, não acreditava. Ia achar que a pessoa era maluca. Não, não.” Era um mundo muito distante, “e eu nem sabia como era. Achava que era um mundo muito mais fútil. E que era muito fácil. Agora que sou eu a fazer, nunca mais vou dizer isto na vida. Eu pensava ‘Qual é que é a dificuldade que podem ter? Acordar cedo para pintar as unhas?’. Agora, nunca mais. Sempre que alguém me pergunta se é fácil, eu digo ‘No comments.’”.

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