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Inspiring Women 9. 8. 2018

Lydia Ko: “Quando perco, isso ajuda-me a crescer como pessoa”

 

Não é fácil ser um prodígio, não é fácil ser um génio. Mas é um privilégio poder existir num mundo onde ao mesmo tempo respiram talentos como Lydia Ko.

“A Lydia Ko é excepcionalmente talentosa, madura para além da sua idade e adorada tanto por fãs de golfe como por outros atletas. O seu sucesso precoce que bateu recordes traz consigo uma pressão incrível e ela tem feito um trabalho fantástico em lidar com as muitas responsabilidades que acompanham o estrelato. O seu futuro é muito brilhante.” Estas frases são parte do tributo que Annika Sörenstam escreveu a Ko em 2015. Lydia tinha 17 anos e era incluída na lista das 100 Most Influential People in the World da Time, ao lado de nomes como Barack Obama, Nelson Mandela e Beyoncé. Meses depois, aos 17 anos, nove meses e nove dias de vida, Lydia era a golfista Número 1 do mundo. A mais jovem de qualquer género a conseguir o feito. Estávamos a 2 de fevereiro de 2015, e antes disso já tinha muito para contar.

Nenhum dos pais de Lydia jogava golfe - Gil Hong Ko, o pai, trabalhava em educação e finanças, e a mãe, Tina Hyon, era professora de inglês. Mas a sua tia era uma fã e deu à sobrinha uns quantos tacos - ajudou que, um ano depois de Lydia nascer, o desporto se tenha tornado ultra popular na Coreia do Sul, graças ao sucesso astronómico de Se Ri Pak. Ko nasceu em Seoul, e quando os pais decidiram abandonar o país que se estava a tornar demasiado competitivo, pensaram em Toronto (a sua irmã, Sura, estudava lá), mas quando não conseguiram vistos apontaram o horizonte para a Nova Zelândia. Quando se mudou para Auckland, a família assentou residência à frente de um campo de golfe. E Lydia começou a jogar. Aos 5 anos, conta que não existiam assim tantos sapatos da modalidade que fossem para o seu tamanho, então os pais compraram pitons e fizeram buracos nos ténis de Lydia e transformaram-nos em sapatos de golfe. Onde há vontade, há maneira. Aos sete anos, já competia no Women’s Amateur da Nova Zelândia - que ganhou antes dos 14 anos. Aos 12 participou num evento da Ladies European Tour e ficou em sétimo lugar (a vencedora tinha mais 34 anos). Aos 14 já era campeã da LPGA australiana e a primeira amadora a vencer desde 1969. Era tão boa para amadora que a liga ignorou a regra de que um jogador teria de ter 18 anos para se tornar profissional. É medalha de prata dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Esteve 130 semanas no topo do ranking de melhor golfista amadora e, durante esse tempo, foi a única não profissional a conseguir vencer dois eventos da LPGA Tour. Tornou-se na mais nova golfista a vencer um evento profissional e um evento da LPGA. Lançou uma linha de roupa com a McKayson (McKayson LK), que desenhou em conjunto com a irmã. “Não me consigo lembrar exatamente no que é que estava a pensar há 14 anos. Mas os meus pais contam-me que as pessoas à minha volta diziam ‘Hey, és boa!’. Quando és nova e ouves que és boa em alguma coisa, sentes mesmo que és boa em alguma coisa. Acho que foi isso que me fez continuar neste desporto”, diz-nos, até porque, para os seus pais, ou Lydia jogaria golfe ou dançaria ballet, e Ko não é propriamente uma pessoa flexível. Golfe, seja. “Quando ganhei o meu primeiro torneio da Ladies Professional Golf Association (LPGA) em 2012 no Canadian Open, só queria entrar na seleção e estar lá com as outras raparigas em tour. E para mim ter ganho um evento da LPGA, acho que nunca foi algo do qual me tivesse apercebido realmente na altura, mas depois pensei ‘Uau! É incrível ter tido a oportunidade de jogar ao lado destas atletas de topo que sempre vi na televisão’.” Agora Ko era uma das atletas de topo que outras meninas veriam na televisão.

O que para quase todos os outros golfistas seriam as conquistas de uma vida, para Lydia foram os primeiros 21 anos de vida. Se a compararmos, por exemplo, a Tiger Woods com aquela idade, Ko bate-o aos pontos. Aliás, ninguém na história do desporto conquistou tanto com a idade de Ko. No interior do pulso direito tatuou a data da sua primeira vitória profissional: 21 de abril de 2014. No antebraço esquerdo tatuou dois corações, que ficam mesmo acima do seu Rolex. “Vi este Rolex Yacht-Master 37 em anúncios e na televisão e disse ‘Quero mesmo aquele relógio’. Até comentei com a minha família”, conta a sorrir. “Mesmo antes do Evian Championship, que era o último Major do ano, havia muito em jogo, todos aqueles troféus e louvores que chegam no fim do nosso torneio final da temporada. O relógio estava na minha cabeça. Acabei por ganhar os meus primeiros campeonatos Major. Consegui tornar-me na Rolex Player of the Year da temporada de 2015. Ao entrar naquela semana, disse que se pudesse escolher qualquer um dos prémios, adoraria vencer o Rolex Player of the Year porque mostra que és o jogador de topo e foste o jogador de topo durante a temporada.” Venceu, óbvio, e chorou quando recebeu a notícia. “A minha irmã estava lá, eu abracei-a e eu estava a chorar e também estava preocupada que o meu eyeliner borrasse. Foi excitante para mim receber este relógio, que agora está gravado com ‘2015 Player of the Year‘. É um momento de orgulho. É algo que ninguém me pode tirar, sei que vou ser para sempre a jogadora do ano de 2015 da Rolex.”

Faça o que fizer, Lydia vai ser sempre parte da história. De muitas histórias. É, na verdade, como o relógio que tanto ama, e que diz não contar apenas “a história do presente, mas também as coisas que aconteceram no passado e também te pode dizer o que acontece no futuro. De cada vez que olho para o relógio, lembro-me do ano incrível que foi. Também me faz querer alcançar aquele momento outra vez e, espero eu, ter outro grande ano que possa ser quase melhor que aquele”.

Lydia Ko sabe quando está em baixo. Sabe quando falha. Não tem problemas em mudar a equipa com quem trabalha à procura dos melhores resultados, até porque nunca teve outra postura que não fosse olhar para a frente, lutar, batalhar. Ko é forte, é divertida, é carismática, terra-a-terra. Nunca se deixou deslumbrar demasiado e usou o desporto e a sua carreira precoce para construir uma personalidade moderada, ponderada e madura que, no entanto, nunca se esquece da idade que tem e sabe dar valor às horas que são única e exclusivamente para se divertir.

E tem qualquer coisa. Quando olhamos para ela, não se destaca propriamente por ter um corpo atlético, por ser alta e espadaúda. Não dá tacadas tão longas que tenha batido recordes. Mas Lydia, em jogo curto, não é menos que uma artista. Tem ritmo, tem tempo, tem elegância e sofisticação. É rara.

“Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio./ Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos/ Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas./ (Enlacemos as mãos).” Isto escreveu Ricardo Reis, num poema que poderia ser para Ko, daqui a uns anos, quando tiver tempo de se sentar, serena, à beira do rio. Quanto ao futuro - porque é tão grande, tão vasto, tão cheio de vida - Lydia não exclui uma carreira na psicologia, ou criminologia, ou, quiçá, até design de interiores ou arquitetura. Quanto ao golfe? Vai lá estar, claro, faz parte da sua identidade, mas Ko não pensa, por agora, numa carreira que vá para além dos seus 30 anos. Afinal, 25 anos de tacos na mão já são uma senhora carreira.

Por agora, Lydia Ko quer fazer a diferença. Não só na sua vida como na indústria e na vida de outras pessoas. Pode influenciar jovens a apaixonarem-se por este desporto, ou simplesmente mostrar que com confiança e trabalho os sonhos concretizam-se mesmo - para Lydia, o que está acima de tudo é a felicidade. Não é uma história de conto de fadas. Não nos inspiraria tanto se não fosse real.

 

Porque é mais fascinante ouvi-la do que ler sobre ela, veja o vídeo abaixo.

As Embaixadoras Rolex são mulheres notáveis. Mulheres fortes, mulheres poderosas, mulheres que ultrapassaram todas as montanhas e todos os mares e todos os desertos por pura força de vontade. São mulheres que inspiram por existir, inspiram porque não se inibem de partilhar as suas histórias para que todos os outros - mulheres ou homens - saibam que sim, tudo é possível. E são essas histórias que a Vogue vai partilhar, ao longo de 2018, em Inspiring Women. Porque as palavras contam. Porque as mulheres contam. Porque o poder nasce todos os dias.

 

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