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Inspiring Women 6. 12. 2018

Lindsey Vonn: "Quero ser lembrada como a melhor, não só a melhor mulher"

 

Quando anunciou que se ia retirar, o mundo do ski tremeu. Mas com uma temporada ainda pela frente, Lindsey Vonn está mais que pronta para nos abalar ainda mais.

Lindsey Vonn © D.R.

Lindsey Vonn rouba o ar de cada sala em que entra. Podia ser por ser tão alta, muito alta, com o cabelo que se faz anunciar antes dela e uma beleza que não devia ser americana, mas antes inspirada numa poderosa deusa grega. Mas não. Lindsey Vonn rouba o ar de cada sala em que entra pela carreira que traz consigo, pela força que imprime em cada palavra, pelos feitos e troféus que nunca lhe parecem suficientes porque há tanto que ainda pode fazer. A Embaixadora Rolex dá por terminada, no fim desta temporada, a carreira no ski, mas se o meio vê isto como um fim está muito enganado. Lindsey Vonn ainda está a começar e vai continuar a roubar o ar de cada sala em que entra. No meio de tudo isto, falou com a Vogue.

Já estava em cima de skis numa idade em que muitos de nós ainda não conseguem sequer andar como deve de ser. Quando era criança, havia alguma outra coisa que queria fazer quando fosse grande? Ou sabia, desde o início, que este era o seu caminho?

Eu adorava esquiar desde sempre e sempre fui muito competitiva. Por isso as corridas de ski foram sempre a minha primeira paixão e foco desde os meus cinco anos, acho. Quando era pequena também adorava ginástica, mas era demasiado alta então tive de abdicar disso. Ver as competições de ginástica nos Jogos Olímpicos ainda é das minhas coisas preferidas, por causa disso.

Foi difícil para si ganhar confiança em si própria?

Sempre me senti mais confiante em cima dos skis, mas houve definitivamente alturas em que até disso eu duvidei. Quando estava a tentar entrar para a equipa de ski americana, aos 15 ou 16 anos, houve temporadas em que caí em quase todas as provas em que participei. Houve um ponto em que tive de decidir se desistia do desporto por inteiro ou se confiava em mim o suficiente para acreditar que conseguia. São essas alturas em que eu perseverei e não ouvi as dúvidas que ficaram comigo até hoje. Podes ganhar confiança tanto das tuas vitórias como das tuas derrotas.

A Lindsey tem uma carreira de “primeiros” - basta ir ao Google e perceber que a maior parte dos títulos começa com “A primeira mulher americana a…”. Qual é o “primeiro” que ainda quer atingir?

Bom, o mais óbvio agora é ser a primeira pessoa de sempre a ter 87 vitórias na Taça do Mundo. Acho que este é um grande “primeiro” porque tira “mulher” do título. E quero ser lembrada como a melhor, não só a melhor mulher. Desfazer-me desses títulos de género tem sido muito motivador para mim. Também espero atingir alguns “primeiros” fora do desporto. Depois da minha carreira no ski quero muito conquistar algumas coisas fora da neve.

Lindsey Vonn © D.R.

Por causa do seu talento, tem conseguido trabalhar com marcas que valorizam a força, a superação das dificuldades pessoais, que valorizam o momento em que uma pessoa se torna sobre-humana. Pode contar-nos a história da sua parceria com a Rolex?

A Rolex sempre foi uma marca muito importante e qualquer atleta que seja patrocinado por ela é muito sortudo. Quando eu estava nos Jogos Olímpicos Junior, a Rolex era um dos patrocinadores e lembro-me de pensar que se pudesse ter o patrocínio da Rolex, isso significava que tinha conseguido.

E agora anunciou que se vai retirar. Como é que foi o momento em que percebeu que tinha entrado no início do fim desta grande parte da sua vida?

O meu pai sempre me disse que eu iria saber quando estivesse pronta para sair. Andava a pensar nisso há muito tempo, e nunca quis que acabasse, mas agora o meu corpo parece estar a tomar essa decisão por mim. Cheguei a esse ponto no verão e mal posso esperar para aproveitar e celebrar a minha carreira nesta última tour da temporada.

Como é que vê o seu futuro agora?

Estou muito entusiasmada pelo meu futuro. Estou entusiasmada por aproveitar a minha última temporada e trabalhar muito para alcançar o resto dos meus objetivos. Estou a pensar nisto como um último sprint até ao fim, não importa o resultado mas eu vou dar o meu melhor. Depois de esquiar acho que o céu é o limite, estou entusiasmada para usar todo o foco e trabalho árduo que pus nos skis no negócio e outros projetos.

Lindsey Vonn © D.R.

Pode falar-nos um pouco da sua Fundação? Como e porque é que começou, e onde quer que ela vá?

Eu comecei a Fundação porque queria ajudar a inspirar jovens da mesma forma que os meus ídolos no desporto me inspiraram a mim. Temos estado a crescer devagar nos últimos anos e agora temos bolsas de estudo, acampamentos de verão focados em empowerment, e múltiplas séries de palestras que ajudam a dar aos mais jovens as ferramentas para atingir os seus sonhos, tanto mental como fisicamente. Estou muito entusiasmada para trabalhar no crescimento da Fundação para que possamos ajudar mais jovens.

Com a Fundação, também ajuda atletas femininas a atingir o seu melhor. Ao longo da sua carreira, alguma vez se sentiu afetada por sexismo - como discrepâncias nos valores recebidos pelos atletas, por exemplo? E isso é algo que gostaria de trabalhar para mudar?

As coisas nas quais gosto de me focar são especialmente a igualdade de oportunidade. Trabalhar para que uma mulher que queira fazer algo, possa ter a mesma oportunidade que um homem teria. É por isso que há muito tempo que quero esquiar com os homens, só para provar que se queres tentar, tens a oportunidade de o fazer. No trabalho que fazemos na Fundação, tentamos ensinar auto-estima, trabalho de equipa e força de caráter. Acho que a igualdade começa nas jovens mulheres sentirem que podem atingir o que quiserem, ou que podem sair e agarrar qualquer oportunidade pela qual estejam dispostas a trabalhar. 

Leia a entrevista completa na edição de janeiro da Vogue Portugal, e também não deixe de ver o vídeo abaixo.

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As Embaixadoras Rolex são mulheres notáveis. Mulheres fortes, mulheres poderosas, mulheres que ultrapassaram todas as montanhas e todos os mares e todos os desertos por pura força de vontade. São mulheres que inspiram por existir, inspiram porque não se inibem de partilhar as suas histórias para que todos os outros - mulheres ou homens - saibam que sim, tudo é possível. E são essas histórias que a Vogue vai partilhar, ao longo de 2018, em Inspiring Women. Porque as palavras contam. Porque as mulheres contam. Porque o poder nasce todos os dias.

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