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Inspiring Women 17. 5. 2018

Garbiñe Muguruza: “Grandeza é quando atinges os teus objetivos”

 

A história de Garbiñe Muguruza é muito simples: uma menina tem um sonho, uma menina trabalha para atingir esse sonho, a mulher vive esse sonho. Sim, a história de Muguruza é muito simples. E é por isso que é tão boa.

Garbiñe Muguruza

Nasceu na Venezuela, em 1993. Começou a jogar ténis aos três anos e a primeira memória que tem do desporto é de jogar com os irmãos, os dois perdidamente apaixonados pelo desporto. Muguruza conta que estava “sempre atrás dos meus irmãos. Se os meus irmãos não tivessem jogado [ténis], eu nunca tinha pegado numa raquete. O ténis não é o desporto mais popular na Venezuela. Eles queriam mudar-se [para Espanha] porque é um desporto mais importante lá. Então mudámo-nos todos.” Os pais, Scarlet Blanco e José Antonio Muguruza, ela venezuelana e ele espanhol, mudaram-se para Espanha quando Garbiñe tinha apenas cinco anos com toda a disponibilidade e vontade de que os seus dois filhos se tornassem profissionais. Hoje, Asier e Igor, são um engenheiro e um economista e Garbiñe é o número 3 do ranking mundial. Ironia? Não. Talento enorme e trabalho infinito.

Muguruza começou a perceber que era melhor do que as raparigas da sua idade, e foi interiorizando que poderia chegar a profissional. Então treinou, treinou, treinou. “O caminho até ser reconhecida no ténis foi tão longo”, conta. “É tudo sobre preparação antes dos torneios porque quando saímos, tudo é polido: toda a gente nos vê num court gigante com roupas bonitas, tudo é lindo, mas isso não é a vida real. A vida real é no balneário quando ninguém está a ver, com as lágrimas e os medos antes e depois de um jogo, e as infinitas horas de treino.”

Fazer desporto enquanto profissional não é, de todo, só exigente a nível físico, porque os dias não têm limites, a solidão é uma constante e mesmo quando a persistência, a força e a bravura estão gravadas no ADN, o ser humano (ainda) não é de ferro. “O ténis é um desporto muito individual, e tens de estar muito tempo sozinha. Viajas com a tua equipa, mas não tens a tua família ou as tuas pessoas contigo. Tens de passar por muitas situações sozinha.” 

Também é por isto que Garbiñe se torna uma gigante poderosa aos nossos olhos. Porque, apesar de tudo, apesar de todos, continua a calçar os ténis e a vestir o sorriso maior que o mundo e a abrir a porta. “Sempre que entro no court, sei que tenho de ser corajosa. Há um momento em que tens de deixar de ter medo. É bom ter medos, lembra-te que queres aquilo. Eu adoro vencer, eu adoro ir para ali e jogar e ter um espírito lutador. Eu sei que há alguém à minha frente que me quer vencer mas eu quero vencê-la ainda mais.”

Perseverança, perseverança, perseverança. Estamos em 2014. Garbiñe chegou à quarta ronda do Open australiano, venceu Serena Williams - o seu ídolo - pela primeira vez e atingiu o Top 20. Dezasseis anos depois de deixar o seu país por um sonho familiar comum, Muguruza tornou-se num fenómeno. O mundo aplaudia de pé, em ovações, olhando-a atentamente, analisando-a e rendendo-se a esta mulher que, com tanta pujança, continua com os pés bem assentes no court. E na Terra.

Conta-nos que desde pequena via os pais de Rolex no pulso e não conseguia deixar de querer um. Mas o pai dizia-lhe sempre “Tens de o merecer, tens de trabalhar muito e um dia terás a oportunidade de comprar um por ti”. “Grandeza é quando atinges os teus objetivos”, diz Garbiñe, e foi por isso que, no fim de 2014, comprou o seu primeiro Rolex. “Quando olho para este relógio hoje, vejo alegria. Vejo-me a trabalhar muito pelo que queria, vejo-me a ser uma mulher independente, vejo-me a dar tudo o que tenho para atingir os meus sonhos.” Essa mulher independente, que se apaixonou pelo relógio tanto como o relógio se apaixonou por ela, tornou-se numa das Embaixadoras da Rolex, que valoriza figuras femininas bravas, pioneiras, fortes, maiores. Ao Rolex ainda junta um sentido apurado de estilo e nunca teve problemas em admitir que é uma fã confessa de Moda, o que não é fácil: continuam a ouvir-se críticas quando uma desportista gosta de se sentir bonita, especialmente dentro do court - Serena que o diga - mas há muito pouco de errado em alguém querer estar no seu melhor. Isso gera confiança, poder e atitude, e sim, isso também pode assustar muita gente. 

O que também assusta, de certeza, muita gente, é que Garbiñe tem um estilo de jogo agressivo, poderoso (o seu movimento preferido é o serviço) e joga melhor quanto maior for o palco; isso faz com que ouçamos há anos que Muguruza é a sucessora óbvia de Serena Williams. Quando Williams a venceu na final de 2015 de Wimbledon, disse-lhe na rede “Não te preocupes, vais ter este troféu em breve”. Tinha razão. Dois anos depois, o troféu era seu. E o mundo também.

Veja, abaixo, o vídeo feito para que a história de Muguruza nunca seja só um legado bonito: seja uma herança de inspiração para todas as mulheres.

 

As Embaixadoras Rolex são mulheres notáveis. Mulheres fortes, mulheres poderosas, mulheres que ultrapassaram todas as montanhas e todos os mares e todos os desertos por pura força de vontade. São mulheres que inspiram por existir, inspiram porque não se inibem de partilhar as suas histórias para que todos os outros - mulheres ou homens - saibam que sim, tudo é possível. E são essas histórias que a Vogue vai partilhar, ao longo de 2018, em Inspiring Women. Porque as palavras contam. Porque as mulheres contam. Porque o poder nasce todos os dias.

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