
Chiara Ferragni | Profissão: influencer

O camaleão de Hollywood
Pessoas 31. 8. 2018
Relembramos as 30 vezes em que Lady Di esteve (muito) à frente das tendências – com a ajuda da conta de Instagram Princess Diana Forever, que já tem mais de 285 mil seguidores.
Choker? Check. Renda? Check. Veludo? Check. Azul noite? Check. Numa visita à Austrália, em 1985, Diana usou todas as tendências da última estação de uma só vez. Trinta e um anos antes.
Não é preciso nenhuma desculpa para usar um vestido de lantejoulas, dizemos nós. Mas se fosse preciso, o Diamond Ball, em dezembro de 1990, era uma delas.
Durante muito tempo recusámos o amarelo por ser demasiado espampanante, demasiado estridente, demasiado… demasiado. A princesa, no entanto, já vestia amarelo total em 1988, num concerto de solidariedade com Michael Jackson, em Wembley, Londres.
A definição do estilo airport chic, ainda antes de se falar no estilo airport chic: Diana no aeroporto de Zurique, em 1993, a caminho da Áustria.
Tempos houve em que Melanie Griffith era uma das mulheres mais invejadas do cinema, principalmente pela sua personagem em Working Girl (1988). O guarda-roupa do filme, esse, já Diana antecipava um ano antes: mom hair, blusa de chumaços, óculos de sol gigantes e atitude don’t mess with me.

Como usar um tuxedo em três passos: olhar para esta imagem, admirar esta imagem, copiar esta imagem.
Será possível recriar o famoso Chanel cor-de-rosa de Jackie O.? Sim. Pela mão do amigo Gianni Versace, em 1995.
Prova de que a combinação “camisa branca e jeans” é mesmo a opção mais simples, prática (e elegante) para o dia-a-dia - e não é um mito urbano.

Azul Klein, porque há vida para lá do azul céu, do azul-marinho e do azul bebé.
O padrão animal é intemporal. Isso e uns Ray Ban Wayfarer.

A foto que podia ter sido tirada ontem (ou hoje, ou amanhã): Diana à saída de um jogo de pólo, com uns All-Stars cor-de-rosa, uns jeans, uma sweatshirt e um lenço-bandana na cabeça.

Sobre as combinações intemporais: o preto e branco.

Muito antes de o sportswear ser mainstream, a princesa já saia à rua com roupa desportiva.

Sempre à frente no seu tempo: tradição secular inglesa, o tartan é reinventado por Diana neste coat dress.

O cor-de-rosa tornou-se couture graças a Elsa Schiaparelli. Diana tornou-o "real".

Porque os vestidos de seda brancos, compridos, não são só para noivas.

A Pantone escolheu o verde como cor de 2017. No longínquo ano de 1992, já Lady Di usava um fato de Catherine Walker, a sua designer fetiche, para o casamento de Lady Helen Windsor.

O regresso dos anos 90 significou, entre outras coisas, o ataque sem dó nem piedade das t-shirts e sweats com mensagens. Mas antes de ser tendência, em 1987, já Diana passava o recado com uma sua camisola onde se lia “I’m a luxury.”
A fórmula “casaco de malha XXL sobre vestido feminino” não serve só para os fins de semana que ficamos em casa. Aqui está Diana, gravidíssima, a irradiar magia e a antecipar um grunge mais feminino para futuras mães.

Laid back chic, ou como sair à rua e vestir a primeira coisa que lhe aparece à frente: uma t-shirt branca, uns jeans e um blazer de corte masculino. Parece simples. E é.
“Caça ao Outubro Vermelho” foi um sucesso de bilheteiras e, na estreia em Londres, Diana deslumbrou com um vestido verde-esmeralda que, a estes anos de distância, nos parece uma peça de museu da era disco. Simplesmente genial.

Folhos aos molhos: no final de 1982, ainda jovem, a princesa usou um vestido de Bruce Oldfield para um jantar de solidariedade pós-desfile de Moda. Olé!

O glamour de Hollywood nem sempre chega à casa real, mas quando chega, chega em força. No dia em que celebrava 36 anos, a princesa Diana assistiu a uma gala na Tate Gallery, em Londres, com um vestido preto comprido do designer marroquino Jacques Azagury. O melhor de dois mundos.

O glamour de Hollywood nem sempre chega à casa real, mas quando chega, chega em força. No dia em que celebrava 36 anos, a princesa Diana assistiu a uma gala na Tate Gallery, em Londres, com um vestido preto comprido do designer marroquino Jacques Azagury. O melhor de dois mundos.

“Salmão, essa cor difícil.” #soquenao.

Deus abençoe Bruce Oldfield, pelo glamour que deu a Diana na noite de 26 de março de 1985. Demorámos décadas a googlar “disco” + “shine” + “silver”, e já a princesa brilhava num vestido com todos estes elementos, muito antes de sabermos cantar o YMCA.

As princesas também usam lingerie. E às vezes usam lingerie… na rua. Foi com um vestidinho azul noite (vulgo slip dress), assinado por John Galliano, que Diana apareceu no Metropolitan Museu of Art, em Nova Iorque, para um evento dedicado a Christian Dior, em dezembro de 1996.

Aqui está alguém que, além de parar o trânsito, saía do carro com altas doses de elegância. Mais: é preciso ser muito cool para usar um vestido vermelho com decote em barco e bainha em forma de sweater no início dos anos 90.
Uma só manga? Num vestido de noite? Em 1988? Uau.
O prémio de revenge dress do século XX vai para um vestidinho preto Christina Stambolian que Diana guardou no armário durante anos, por ser “demasiado sexy.” Mas pouco depois da entrevista em que Carlos confessa o adultério, Lady Di usa-o para a festa da Vanity Fair na Serpentine Gallery, em Londres, e deixa meio mundo de queixo caído. Carlos quê?!

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