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Notícias 20. 4. 2018

#CNILux Dia 2: A Natureza do Luxo

by Alice Newbold

 

Suzy Menkes conversa com Vania Leles e Uche Pézard, duas empresárias africanas, sobre o tema da edição de 2019 da Condé Nast International Luxury Conference, que terá lugar na África do Sul. 

Vania Leles e Suzy Menkes na CNI Luxury Conference 2018, em Lisboa ©Indigital

A palavra "natureza" está no coração da CNI Luxury Conference de 2019, cujo palco será a África do Sul. E, diz Suzy Menkes, a natureza deve - e precisa de ser - o foco do luxo no século XXI. Para ajudar a perceber o mar de talentos na África do Sul, Menkes convidou Vania Leles, fundadora da VanLeles Diamonds, e Uche Pézard, CEO da Lux Corp e fundador da Luxury Connect Africa, para falarem do tema no palco da conferência, em Lisboa. 

Vania Leles, fundadora da VanLeles Diamonds, no palco da CNI Luxury Conference 2018, em Lisboa ©Indigital

Gemóloga, Vania Leles é criadora de joias, baseada em Londres, natural da Guiné Bissau, que cresceu em Portugal e que agora vende joias de origem ética por todo o mundo. A sua forte ligação à natureza e às paisagens de África é o que faz de VanLeles Diamonds uma empresa tão única. 

Depois do seu treino com Laurence Graff, com paragens na De Beers e na Sotheby's, pegou nas suas habilidades técnicas e transformou a extração ética no pilar que fundamenta o seu trabalho. "Existe uma autenticidade e uma honestidade na história do porquê de me tornado criadora de joias", explicou. "Cresci nos anos 80 e 90 na Serra Leoa, na era dos diamantes de sangue.". À medida que ia crescendo, Leles começou a perceber que não havia uma única figura da África do Sul que fosse líder de Casas de joalharia, que extraiam as suas pedras preciosas da África do Sul. "Queria criar joias que fossem uma homenagem a isso e aos mineiros.". 

Foi preciso muita coragem. Depois de ter trabalhado em empresas com todos os fornecimentos possíveis, Leles teve que persuadir companhias mineiras a emprestarem-lhe pedras preciosas para trabalhar - algo nunca antes visto na indústria da joalharia e do luxo. O esforço foi compensado. Sete anos depois, as suas joias são um reflexo da savana, dos rios e da sua terra natal, "peças modernas que apelam ao consumidor internacional. Não precisam de parecer locais para serem da África do Sul.". 

Mascar originárias da África do Sul, como a de Leles, contam agora com o apoio da Luxury Connect Africa, um novo tipo de companhia de objetos de luxo ligada à LVMH e à mente brilhante de Uche Pézard. Uma empresária e estratega, Pézard trabalha a partir de Paris, mas está concentrada numa missão de oferecer a África, um novo mercado de luxo, a plataforma que merece. 

Uche Pézard, CEO do Luxury Group e fundadora da Luxury Connect Africa, na sessão de fecho da CNI Luxury Conference 2018, em Lisboa ©Indigital

"Existe uma linguagem de luxo que é Afrocentrica e Afrocontinental", explica. "Não é só sobre África como um lugar, é uma cultura que forma a base de uma população de 1,4 bilhões de pessoas espalhadas por 54 países à volta do mundo. É uma consciência que está associada com ser uma pessoa negra, tem diversas camadas.". 

Palavras como Afropride, Afropreneur, Afrofuturist, Africanism, Afrocapitalism, Afropolitan e Africanist tornam-se cada vez mais comuns no léxico popular, porque a linguagem de luxo africana está em crescimento. Através de projetos como Luxury Connect Africa, que trabalha com um novo conjunto de marcas de luxo, transformando-as num negócio global. África, em contrapartida, irá ajudar a indústria internacional do luxo a repensar os seus próprios modelos de negócio. Em 2019, a Condé Nast International Luxury Conference será em Cape Town, e mostrará ao mundo o longo caminho que a África do Sul já percorreu. 

Jonathan Newhouse, Presidente e Diretor Executivo da Condé Nast International, e Suzy Menkes, Editora Internacional da Vogue, no fecho da CNI Luxury Conference ©Indigital

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