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Tendências 12. 6. 2018

10 filmes LGBTQ+ para ver ou rever

by Rui Matos

 

A sétima arte tem um papel imperativo no quotidiano do comum mortal. As longas-metragens subordinadas à temática LGBTQ+ têm como premissa revelar pontos de vista diferentes e realidades distintas da bolha a que estamos habituados a viver.

São histórias de amor que prendem até ao último segundo, mesmo que o final não seja o esperado. Personagens que envolvem pela dedicação à arte. Argumentos inspirados nas histórias de vida de realizadores, argumentistas ou meros indivíduos. São testemunhos como estes que nos fazem aprender a aceitar a realidade dos outros sem questionar. 

No Pride Month, a Vogue Portugal reuniu 10 películas que retratam as experiências queer em diferentes facetas. 

Moonlight, 2016 - Barry Jenkins

Um filme delicado e deslumbrante mas ao mesmo tempo doloroso e violento, foi talvez esta dualidade que fez esta obra cinematográfica ser premiada com o Óscar para Melhor Filme. Nesta adaptação de um projeto universitário, In Moonlight Black Boys Look Blue, Jenkins contou a história de Chiron através de três fases da sua vida: a infância, adolescência e os primeiros anos como adulto. A procura pela sua identidade está no cerne deste jovem que enfrenta o racismo, o tráfico de droga e a perseguição aos miúdos oriundos do bairro pobre onde nasceu.

Carol, 2015 - Todd Haynes

Os anos 50, nos Estados Unidos da América, nunca foram tempos de liberdade sexual e a história de amor entre estas duas mulheres foi vivida numa linha muito ténue. Carol está descontente com o seu casamento e pelo caminho encontra Therese, a mulher que desperta a chama do amor há muito apagada.

Call Me By Your Name, 2017 - Luca Guadagnino

Diz-se que o primeiro amor nunca se esquece. Foi através desta premissa que Guadagnino desenvolveu este filme, uma adaptação do livro homónimo de André Aciman. A história de Elio e Oliver conquistou tudo e todos, talvez pela simplicidade da história e pela interpretação sumptuosa de Timothée Chalamet e Armie Hammer. 

Quando se tem 17 anos, 2016 - André Téchiné

  

A repulsa e a atração entre Damien e Thomas fazem a história deste filme, que é uma lufada de ar fresco. O realizador voltou às suas origens e às peculiaridades da vida adolescente quando decidiu mostrar como é viver o amor quando ainda não se tem certezas de nada.

120 Batimentos Por Minuto, 2017 - Robin Campillo

Act Up é o grupo ativista que intensifica as suas ações para chamar atenção do governo francês e da sociedade para a importância da prevenção e tratamento da Sida. Esta história pode desenvolver-se no início dos anos 90, contudo não é um filme de época. Passaram-se cerca de 30 anos desde a descoberta desta doença, mas o tema continua mais atual do que nunca. 

Paris 05:59: Théo & Hugo, 2016 - Olivier Ducastel e Jacques Martineau 

Apaixonam-se num clube de sexo, decidem sair e explorar as ruas da capital francesa, que durante a madrugada estão desertas, o cenário ideal para um casal recém-apaixonado. A história é linear, mas a mensagem que pretende passar é electrizante. 

Freeheld, 2015 - Peter Sollett

A diferença de idades entre Laurel e Stacie não é o ponto central desta trama, afinal o amor não escolhe idades, mas o não reconhecimento de um relação lésbica dificulta a vida deste casal. Inconformada, Laurel decide lutar até ao fim para que esta lei seja alterada e a sua cara-metade receba aquilo a que tem direito. 

A vida de Adèle, 2013 - Abdellatif Kechiche

A materialização do amor à primeira vista foi transportada para este drama que conta a mudança de Adèle, passando de adolescente a mulher adulta, tudo por causa de Emma, a miúda de cabelo azul que lhe apresenta uma realidade diferente daquela a que está habituada.  

Milk, 2008 - Gus Van Sant

O ativista e político Harvey Milk foi o primeiro homossexual a assumir um cargo público no estado da California, um homem que lutou pelos direitos das minorias. Fê-lo através de campanhas nacionais pelos direitos gay, recebendo inclusive apoios dos políticos mais conservadores. 

Tom à la ferme, 2013 - Xavier Dolan

Tom visita a família de Guillaume quando este morre, mas o que não se sabe é que a relação entre estes dois era mais do que pura amizade. Era amor. Para não dar um desgosto à mãe de Guillaume, o irmão mais velho obriga Tom a inventar uma história para camuflar a história destes dois. 

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