Dossier de estilo: Emma Watson


De Hermione Granger a it-girl vai uma grande distância. Essa distância chama-se Emma Watson.

Dossier de estilo: Emma Watson


De Hermione Granger a it-girl vai uma grande distância. Essa distância chama-se Emma Watson.
09 Mar 2017 • 15 07 H



Ninguém com 11 anos pode ser atirado para os holofotes públicos e obrigado a ter um estilo impecável. O máximo que se pode pedir a alguém dessa idade – e que acaba de se lançar como co-protagonista de uma das maiores sagas teen deste século – é que se divirta. Foi o que Watson fez. Boas de penas, brocados, florais, sapatos excêntricos e estranhas conjugações de texturas foram o prato do dia nas estreias dos primeiros filmes de Harry Potter, que se desenrolavam lado a lado com a pré-adolescência. E a pré-adolescência nunca é fácil.

 

Em 2004, e com o abandono da liberdade de espírito algo infantil com que Emma desbravava as passadeiras vermelhas, chegavam vestidos mais cintados, que abraçavam a silhueta jovial, deixando para trás a menina de escolhas duvidosas. No ano seguinte, era a pessoa mais jovem a aparecer na capa da Teen Vogue.

 

A partir daí, a evolução atingiu um ritmo alucinante. Um affair com a Chanel e uma relação duradoura com a Burberry catapultaram-na para a cena da Moda, enquanto as constantes escolhas certas – femininas, mas nunca aborrecidas – a mantiveram nos holofotes do estilo.

 

A gota de água para a consagração foi o fim das filmagens de Harry Potter, em 2010, em que a liberdade contratual chegou sob a forma de Mia Farrow: Emma Watson cortava o cabelo, e o arrojo que lhe faltava foi adicionado de imediato. Desde então, escolhas extravagantes na passadeira vermelha e mini-vestidos (de preferência com padrão) nos cocktails, Watson tem acompanhado os pontos positivos com projetos profissionais cada vez mais interessantes: primeiro, o delicioso The Perks of Being a Wallflower, The Bling Ring, de Sofia Coppola, e, mais recentemente, A Bela e o Monstro, da Disney.

Talvez tenha sido com a referência bíblica de Darren Aronofsky que se fez luz no armário de Watson. O Livro da Revelação foi um coordenado Dior que parou os Globos de Ouro, um fato Saint Laurent que materializou a elegância, um Oscar de la Renta que fez vénias a Marilyn Monroe. Uma visão forte vinda de um núcleo intelectual, introvertido, inteligente. O pensar fora da caixa da "miúda" que saiu de Hogwarts para a Universidade de Brown, que vê na representação uma vida e na produção um futuro possível; o bater de pé da Mulher que conseguiu dar um novo rosto ao feminismo com discursos nervosamente impecáveis; o estilo é um extra. Um extra abordado de forma genial.

 

pub
Faltam 300 caracteres
Ricardo Amaral   23:16 - 15-04-2016
00
Margarida
Faltam 300 caracteres
pub
pub
topo