Dossier de estilo: Carrie Bradshaw


"Carrie on"? Não. Pelo menos não enquanto Bradshaw for o maior ícone de estilo da televisão.

Dossier de estilo: Carrie Bradshaw


"Carrie on"? Não. Pelo menos não enquanto Bradshaw for o maior ícone de estilo da televisão.
26 Mar 2017 • 10 40 H



Desde que o genérico inicial com o tutu - o tal que custou cinco dólares - e as strappy sandals apareceram pela primeira vez nos ecrãs, a televisão (e a mulher) nunca mais foi a mesma. A revolução trazida pela personagem que usava um colar com o nome (como se aquelas seis letras não fizessem história por si só) foi muito mais que saias de tule e lenços Hermès apertados no braço, mas hoje, o discurso direciona-se única e exclusivamente para o estilo.

 

Uma tarefa megalómana, portanto. Estamos a falar da força da natureza que, desde a primeira temporada, confessa aos sete ventos o vício por sapatos absurdamente caros e nos deixa, casaco Fendi após casaco Fendi, entrar no armário que mudaria a forma como olhamos para a Moda. Bradshaw, na pele de Sarah Jessica Parker, foi a validação necessária que as mulheres poderosas - em Manhattan e não só - precisavam para usar o cartão de crédito na loja Manolo Blahnik - ou Louboutin, ou Jimmy Choo - mais próxima.

 

Assim, entre oscilações que vão da excentricidade temática (era impossível ir à inauguração de um restaurante S&M sem um top em pele) à sobriedade profissional (como o fato Vivienne Westwood com o qual entrou pela primeira vez nos escritórios da Vogue), a complexidade da mente de Carrie veio estabelecer novos padrões de estilo. De repente, o jogo de styling não se limitava a combinar os sapatos com o vestido, mas a planear estrategicamente que casaco de pelo se sobrepõe aos cordões de pérolas, que se conjuga com o top de renda, a saia em seda e as sandálias de cristal. Mais complicado, mais moroso, mas centenas de vezes mais divertido.

 

Assim, das seis temporadas aos dois filmes - que decrescem em conteúdo, mas se elevam na evolução do guarda-roupa - nascem ícones de Moda e imagens insubstituíveis, objetos de desejo e liberdade de escolha para usar uma camisa Chanel com as calças de fato de treino; nascem elogios a Patricia Field, responsável por todos os looks que vimos na série; e celebra-se a amizade feminina no seu melhor. Nascem ainda referências contínuas à Samantha que todas temos no grupo de amigas, à sensibilidade de uma Charlotte que não desiste do amor e à sinceridade da Miranda a quem recorremos sempre que não recusamos a verdade, nua e crua. Agora que um novo capítulo se começa a escrever, resta-nos a lembrança da revolução que assaltou a mulher contemporânea. O Sexo, a Cidade, e Carrie.

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