#scrunchies

Já não são um faux pas, nem uma memória remota de pecados dos anos 90. Os scrunchies estão de volta, e têm aprovação máxima.

#scrunchies

Já não são um faux pas, nem uma memória remota de pecados dos anos 90. Os scrunchies estão de volta, e têm aprovação máxima.
21 Jul 2014 • 18 29 H



Há já várias estações que, com o revivalismo intenso da última década do século XX, os elásticos forrados a tecido foram voltando a rechear as prateleiras das lojas de acessórios. O The New York Post chamou-lhes o "acessório mais quente" deste verão – mas Cara Delevingne já tinha declarado o seu amor confesso em dezembro de 2012, indo contra todas as regras de estilo que Carrie Bradshaw havia peremptoriamente instituído nove anos antes.

 

O regresso aos dias de "Heathers" – vénias a Shannen Doherty e Kim Walker – ou a "Desperatly Seaking Susan" – Madonna é Madonna - vem acompanhar a melancolia elétrica de marcas como Ashish, Marc Jacobs ou Louis Vuitton, que os trouxeram subtilmente de volta na estação passada. Sim, isto depois da corrida a lojas vintage e dos tutoriais DIY seguidos à risca por aqueles para quem a época é sinónimo de "cool".

 

Mas a Moda não ficou por aqui. Basta percorrer o pre-fall 2014 de Rag&Bone ou a já tão popular página Scrunchies of Instagram para perceber que, mais que tendência, o scrunchie passou a ser uma afirmação. Primeiro por parte daquelas que se recusaram a viver no preconceito injusto que foi impresso nesta peça, depois por quem aceitou desbravar caminho e colocá-los na passerelle – seja em tweed, em pele ou no saudoso algodão.

 

É que o scrunchie tem história. Nasceu pelas mãos de Jane Reid (que o chamou de "Bunch Bangle"), em 1984, em Vancouver, mas só foi patenteado três anos depois, por Rommy Revson. Chegou à Casa Branca com Hillary Clinton – depois de passar por todos os filmes e séries televisivas dos anos 80 e 90 (incluindo "Clarissa Explains it All", "Saved by the Bell", "Full House" ou "Friends") – e vê agora a sua aurora de retorno porque nos encontramos no espaço temporal que, ao mesmo tempo que já tem a distância suficiente para fazer com que estas décadas se encaixem na nostalgia jovem, continua a ser presente o suficiente para que a memória esteja fresca. E a saudade também.

 

 

Saiba onde comprar este acessório, aqui.

pub
Faltam 300 caracteres
pub
pub
topo