Helena, a grande


Para uma grande mulher, grandes respostas. Fizemos um conjunto de perguntas aleatórias a Helena Christensen, fotografada em exclusivo para a edição de setembro da Vogue Portugal, e a supermodelo respondeu-nos à altura.
Helena Christensen para a Vogue Portugal
Helena Christensen para a Vogue Portugal  © Fotografia: An Lee Realização: Paulo Macedo

Helena, a grande


Para uma grande mulher, grandes respostas. Fizemos um conjunto de perguntas aleatórias a Helena Christensen, fotografada em exclusivo para a edição de setembro da Vogue Portugal, e a supermodelo respondeu-nos à altura.
08 Ago 2016 • 10 00 H



Pode descrever a profissão de modelo numa metáfora?

Não sei se é bem uma metáfora, mas sempre vi esta profissão como participar num filme mudo, pela forma como usas as expressões faciais e os movimentos corporais para transmitir emoções.


Qual é a história mais engraçada que guarda dos anos de supermodelo?

Na produção para a minha primeira capa da Vogue britânica, estava com um cavalo branco num deserto na Califórnia e, enquanto posávamos juntos, o cavalo ficou muito excitado e toda a equipa desatou a rir enquanto eu tentava manter-me composta e cool ao lado daquela ereção gigante.


Qual foi a melhor fotografia que alguém lhe tirou?

Oh man, essa é difícil. Trabalhei com alguns dos fotógrafos mais icónicos de sempre e cada um captou uma coisa diferente. Mas trabalhar com Irving Penn foi uma experiência de humildade. Era um mestre da sua arte e conseguia fazer com que toda a gente parecesse mágica.


E qual foi a melhor fotografia que já tirou?

Todas as do meu filho, ao longo dos anos e do seu crescimento.


Que câmaras fotográficas usa?

Prefiro fotografar com uma Polaroid ou uma máquina analógica, mas é muito fácil usar o telemóvel porque esses sacanas estão sempre nas nossas mãos. Mas se tivesse de escolher a preferida, seria a Polaroid. As imagens são surrealmente bonitas e perfeitas em tom e profundidade.


Qual é o maior luxo, hoje em dia?

É sentires-te segura e calma. Luxo é estares com as pessoas que amas. Luxo é ter a oportunidade de viajar pelo mundo.


Viaja desde pequena. Onde encontra refúgio?

Na minha cabana de praia no norte da Dinamarca ou nas montanhas Catskill. Em qualquer lado onde eu possa nadar num lago escuro, em rios frios ou no mar.


E onde assentaria?

Não faço a mínima ideia se alguma vez vou assentar. Mas sou feliz a viver em Nova Iorque e adoro visitar a minha terra-natal, a Dinamarca.


Quando viaja, gosta de usar romances como guias turísticos. Porquê?

Eu adoro livros e adoro ler. Se estou a visitar algum lugar e há um livro em particular que se passe naquela região é muito interessante ler essa história de ficção enquanto fisicamente passamos por lá.


Que livro mudou a sua vida?

Bonjour Tristesse de Françoise Sagan. Foi o primeiro livro que teve um enorme impacto em mim. Ainda o leio e ainda me emociono, ainda me toca. O segundo foi The White Hotel, de Adam Thomas.


E o último livro que leu?

Breakfast with Lucien, sobre Lucien Freud, um dos meus artistas preferidos.


Qual é o melhor prato do mundo?

Neste momento é o guisado peruano de porco, com salsichas e cogumelos, da minha mãe.


Tem algum arrependimento?

Claro. E adorava viver a vida outra vez para poder desfazê-los.


Com o que é que sonha?

Sonho com tudo em todas as noites da minha vida. É mesmo intenso e pode ser exaustivo mas também sei apreciar o facto de me conseguir lembrar de quase todos os sonhos que tive. E são todos épicos.


Como descreveria "equilíbrio", hoje em dia?

O melhor equilíbrio que tenho é no ringue de boxe. A minha vida é menos controlada.


Em que é que é incrivelmente boa?

Parecer em paz quando toda a gente é muito tumultuosa interiormente.


Se pudesse escolher ser qualquer outra coisa, o que seria?

O oceano, porque sou fascinada por ele.


Qual é a peça que mais gosta de usar?

Uma sweatshirt macia e oversized.


Leva as coisas demasiado a sério?

Às vezes, e outras vezes não o suficiente. A vida é muito séria e não é séria de todo.


Qual é a melhor música alguma vez escrita?

Love will tear us apart, dos Joy Division. 


E o que é que canta para si mesma?

Maioritariamente melodias que me aparecem na cabeça. Depois, gravo-me a cantá-las e imagino-me sentada ao piano a gravá-las e a torna-las um hit. Mas nunca vai mais longe que o meu voice memo.


O que é que lhe dá mais prazer?

Estar com o meu filho e comer. Amo as duas coisas tremendamente.

 

pub
Faltam 300 caracteres
pub
pub
topo