O meu bairro é o mundo


De bairro em bairro, numa Lisboa em plena mudança, decidimos falar com  pessoas que vivem a cidade intensamente. Durante um mês e meio, seguimos os ensaios das Marchas Populares de Lisboa, conhecemos os seus marchantes ouvimos as suas histórias. Acompanhámos assim o momento em que caminham da realidade até ao sonho – a noite de Santo António, data em que se apresentam na Avenida da Liberdade. Fotografias de Rui Palma. Textos de Tiago Manaia.

O meu bairro é o mundo


De bairro em bairro, numa Lisboa em plena mudança, decidimos falar com  pessoas que vivem a cidade intensamente. Durante um mês e meio, seguimos os ensaios das Marchas Populares de Lisboa, conhecemos os seus marchantes ouvimos as suas histórias. Acompanhámos assim o momento em que caminham da realidade até ao sonho – a noite de Santo António, data em que se apresentam na Avenida da Liberdade. Fotografias de Rui Palma. Textos de Tiago Manaia.

16 Jun 2017 • 19 39 H



Este é um artigo sobre Lisboetas e de como se relacionam com o bairro onde vivem. "Orgulho", foi a palavra que mais ouvimos no último mês. Começámos cedo a acompanhar os ensaios das Marchas Populares em pavilhões desportivos ou escolas. Os campos de futebol enchiam-se de adereços brilhantes todas as noites. Cantavam-se músicas onde Lisboa era evocada sem fim. Quem eram os marchantes? E como os escolhíamos? Esta questão parecia também intrigar os responsáveis de cada marcha. Seguimos o magnetismo que reconhecemos nalguns, improvisámos. Porque marchavam? O que sentiam? O que andavam a fazer durante o dia, antes de ensaiar?

Nas Marchas, cada bairro apresenta-se com um tema. Os marchantes vestem uma personagem. O seu desempenho é avaliado no pavilhão gigante da Meo Arena, mas a festa culmina na noite de Santo António. Descem a Avenida da Liberdade, dançam em pontos de luz. 15 minutos de fama, talvez mais. O caminho para o sonho termina ao amanhecer, quando um bairro é escolhido como vencedor. As Marchas Populares começaram em 1932, mais ou menos constantes durante o regime de Salazar, acabaram por desaparecer com a queda da ditadura. O regresso deu-se no início da década de oitenta. Hoje parecem renovar-se através de uma geração que as vive intensamente. 

pub
Faltam 300 caracteres
pub
pub
topo