Big Brother is Watching You!


A Amazon acaba de anunciar que 1984, a obra distópica de George Orwell, voltou ao número 1 dos bestsellers.
1984, de George Orwell
1984, de George Orwell  © Getty Images

Big Brother is Watching You!


A Amazon acaba de anunciar que 1984, a obra distópica de George Orwell, voltou ao número 1 dos bestsellers.
26 Jan 2017 • 13 09 H



É um clássico da literatura moderna e foi publicado em 1949, altura em que a Europa vivia assombrada pelo totalitarismo estalinista, ainda minada pelas consequências devastadoras do nazismo e da opressão de outras ditaduras de direita, como a italiana, a espanhola e a portuguesa.


Em 1984 (e em Animal Farm, que é também uma perspicaz crítica de George Orwell ao abuso de poder) o escritor inglês inspira-se nestes regimes ditatoriais para imaginar (ou recriar) uma realidade distópica, marcada pelo medo, pelo controlo dos homens nos seus trabalhos e nas suas vidas e pela censura. Curiosamente, foi depois da eleição de Donald Trump que a obra ascendeu vertiginosamente ao primeiro lugar de vendas da Amazon. 


Craig Burke, diretor da Penguin USA, anunciou em entrevista ao The New York Times que já foi pedida a impressão de 75 mil novas cópias e que a editora está a considerar repetir a encomenda. "Desde a última sexta-feira (dia da tomada de posse de Donald Trump), o livro registou um aumento de 9,500% nas vendas", avançou Burke ao jornal norte-americano.

Depois, verificou-se ainda um segundo pico de vendas no domingo: Kellyanne Conway, um dos conselheiros de Trump, defendeu uma informação falsa divulgada pelo Secretário de Imprensa da Casa Branca, Sean Spicer, que disse que "Donald Trump atraiu a maior audiência que alguma vez na História assistiu a uma tomada de posse de um presidente Americano". Nas redes sociais dispararam as associações à história que é contada em 1984 o que, naturalmente, chamou ainda mais atenção para o conteúdo do livro e os perigos da manipulação de informação que ali são descritos - e que nos levam a pensar como podem representar sérias ameaças para a continuidade da democracia.  

pub
Faltam 300 caracteres
pub
pub
topo