Um Sushi fora da box

Um Sushi fora da box

02 Jun 2011 • 13 48 H

















O novo Sushi Café que abriu na Avenida vale bem a insistência das minhas palavras.



Não apenas por ser um dos melhores restaurantes da louvada cozinha asiática de Lisboa, mas também porque é, sem qualquer dúvida, o mais bonito.


A capital precisa, mais do que nunca, de rasgos de criatividade assim e, se na primeira impressão achei que estava em São Paulo, é numa fracção de segundo que agradeço aos irmãos Manuel e Luís Salema o exuberante investimento na minha cidade. A beleza da arquitectura do espaço é culpa do atelier Saraiva & Associados e mesmo que não goste de sushi, a estética de excelência e o ‘Wagyu Carpaccio’, um diamante negro das carnes bovinas, com neve de foie gras e chocolate, merecem a visita.


Com a mesma qualidade de ingredientes que a história da marca Sushi Café me habituou nas Amoreiras, a versão sofisticada da Liberdade fez-me render à inovação de pratos numa carta que se revela ousadamente evoluída. Nesta casa, seja ela nas Amoreiras antes de um cinema, seja em take away em cima de uma mesa de escritório ou num sofá de fim de dia, uma coisa é certa, a consistência da qualidade é constante. Relação preço-qualidade mais que justa e atrevo-me a chamar-lhe um achado. O peixe? Esse vem fresquíssimo todos os dias, como comprovei no Sakamna Kebab, uma espetada de dourada na erva cidreira, células de limão e ghee, ou no Gindara Goma, um bacalhau negro com migas de frade, grelos nimono e areia de sésamo negro. Ambos soberbos. As sobremesas já dão que falar e se há quem acorde a pensar nas tão desejadas texturas do 'Chocolato' eu sugiro o Satsumaimo Taroto, uma torta de batata-doce com gelado azuki, requeijão, abóbora e gila.


O maior segredo da casa deve-se à elevadíssima qualida

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