As 5 inesquecíveis faces de Natalie Portman


Aproveitando a estreia do western reinventado As Armas de Jane, percorremos algumas das mais inesquecíveis personagens interpretadas por Natalie Portman.

As 5 inesquecíveis faces de Natalie Portman


Aproveitando a estreia do western reinventado As Armas de Jane, percorremos algumas das mais inesquecíveis personagens interpretadas por Natalie Portman.

18 Out 2016 • 11 37 H



2016 parece ser, decididamente, o ano que marca o regresso de Natalie Portman à primeira linha de Hollywood. Depois de em 2010 ter vencido o Óscar de Melhor Atriz pela incomparável performance em Cisne Negro, a atriz manteve-se em atividade mas a ritmo de passeio, deixando-se alternar por comédias românticas e produções de autor que lhe permitissem o merecido descanso guerreiro entre família.

Este ano, Portman regressa à vanguarda com duas grandes produções no bolso em busca de sucessos em bilheteira e, quem sabe, mais alguns prémios na prateleira. O primeiro é As Armas de Jane que nos chegou a semana passada às salas com a promessa de reverter as noções de um género tradicionalmente masculino. O segundo, Jackie, chega mesmo no final do ano com pompa de Oscar favorite, ou não tivesse saído recentemente do festival de Veneza com o selo de qualidade atestada de um dos melhores do ano.

Enquanto aguardamos fervorosamente, revisitamos aqui as cinco inesquecíveis faces que marcaram, até ao momento, a brilhante carreira de Natalie Portman.



Léon: O Profissional (1994)

Após recusar vários convites para se tornar modelo, Natalie Portman conseguiu um daqueles maravilhosos "papéis secundários que na verdade são principais" numa produção de Luc Besson para começar, com marca de platina, uma brilhante carreira cinematográfica vindoura. Mathilda é uma corajosa órfã de 13 anos que se torna amiga de um benevolente hitman interpretado pelo gigante Jean Reno. Tão confiante quanto precoce, a irresistível Mathilda é, por si só, um marco cinematográfico de culto – não admira por isso que até se lhe dediquem baladas contemporâneas. A estreia de Portman no grande ecrã permanece até hoje como uma das suas mais inesquecíveis e impressionantes interpretações.

Garden State (2004)

10 anos depois de Léon e Natalie Portman tinha finalmente idade para interpretar um interesse amoroso legítimo... Na comédia romântica de culto que marcou a estreia de Zach Braff na cadeira de realização, Portman é Sam, uma adorável mentirosa compulsiva que admite sempre os seus mais elaborados embustes. Numa espécie de invólucro de manic pixie dream girl que coleciona vinis e organiza funerais para os seus hamsters, Portman injeta vida numa personagem que se esquiva aos estereótipos e que acaba, invariavelmente, por roubar todas as cenas que protagoniza.

Perto Demais (2004)

A primeira interpretação de Portman digna de nomeação a Óscar – porque vamos supor que os membros da Academia estavam MUITO distraídos algures em 1994 – chegou como um soco no peito sem qualquer aviso. Logo depois de se vestir de encanto para Garden State, Portman despe-se de preconceitos para o duro drama romântico de Mike Nichols que expõe o cinismo do Amor através de mentiras, infidelidades e obsessões. Como Alice, uma misteriosa mulher que nunca conhecemos verdadeiramente, Portman é a verdadeira wild card do quadrado amoroso constituído pela crua masculinidade de Clive Owen, o profissionalismo seco de Julia Roberts e a fragilidade contemporânea de Jude Law. Num desfile de personagens absolutamente notáveis, Alice mantém-se no tempo como a mais memorável. E isso não é dizer pouco.

V de Vingança (2005)

Remember, remember, the fifth of November. Mesmo sem ser a melhor adaptação de uma graphic novel de Alan Moore, V de Vingança surge, ainda assim, como um entusiasmante thriller de ação cujos neurónios eletrocutam constantemente poderosas mensagens políticas de complexas implicações sociais. Acompanhando o arco intrincado do desenvolvimento de Evey, Portman consegue construir um retrato honesto do nascimento de uma rebelde num mundo que tem pouco espaço para insurreições inesperadas.

 

Cisne Negro (2010)

E finalmente, o Óscar. Em Cisne Negro, Portman interpreta Nina Sayers, uma bailarina obcecada pela perfeição e intoxicada pela inocência da pureza. Num tour de force magnificente que acompanha o surgimento constante de novas facetas de Nina que deslaçam, a cada passo, o seu sentido de ingenuidade, Cisne Negro permite a Portman uma literal submersão na escuridão que traz à luz aquela que é por muitos considerada a sua melhor performance de sempre.

 

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