Vestidas para Matar


São sexy, têm personalidades fortes e são as mulheres mais mortíferas do cinema – na semana de estreia de Esquadrão Suicida, estas são as vilãs com mais estilo do grande ecrã.

Vestidas para Matar


São sexy, têm personalidades fortes e são as mulheres mais mortíferas do cinema – na semana de estreia de Esquadrão Suicida, estas são as vilãs com mais estilo do grande ecrã.
04 Ago 2016 • 10 00 H



Depois de uma longa e ansiosa espera, Esquadrão Suicida chega finalmente aos cinemas nesta quinta-feira e é o primeiro blockbuster liderado por super-vilões do cinema mainstream.

A propósito da alvoraçada estreia, e não fosse esta a primeira grande ocasião em que Harley Quinn – um dos símbolos de Moda da DC Comics –, voltamos ao baú para recordar algumas das mais bem-parecidas e vestidas vilãs da sétima arte, porque num universo ficcional fortemente patriarcal, elas conseguem fazer tudo o que os homens também fazem, apenas melhor.


Cruella De Vil, Os 101 Dálmatas
Compilar uma lista inteira com a elegância das vilãs da Disney, não era uma tarefa propriamente complicada, mas se só pudéssemos destacar uma delas, essa nunca poderia ser outra que não a que mais se define pelo sentido de estilo, a implacável Cruella De Vil e os seus casacos em pelo.


Rainha Ravenna, A Branca de Neve e o Caçador
Com vestidos e capas adornados com penas, asas, pele e outros elementos excêntricos distribuídos com um detalhe tão microscópico que os tornam verdadeiras obras de arte avant-garde, a Rainha Ravenna faz do over-the-top bizarro o maior aliado na arte da maldade.


Catwoman, Batman Regressa
Bem ou mal, o sentido de Moda sempre esteve presente em todas as encarnações de Catwoman no grande ecrã. Todavia, nenhuma se tornou tão icónica como a de Michelle Pfeiffer, que em 1992 transformou o negro (e justo!) fato de latex da personagem no inequívoco símbolo da sua vilania, escorrida da derradeira espiral para a loucura de Selena Kyle. Um pesadelo pintado a negro que tem tanto de sensual como de perturbador.


Mrs. Coulter, A Bússola Dourada
Foi escrita como morena, mas A Bússola Dourada transformou-a numa loira harmoniosa cujas desagradáveis intenções são mascaradas pela aparência luxuriosa de vestidos longos de lentejoulas e enormes casacos de pele. Interpretada com frieza distinta por Nicole Kidman, fará tudo para conseguir o que quer – mas pelo menos, com a melhor apresentação possível. 


May Day, 007 – Alvo em Movimento
Possivelmente, May Day não seria a mais óbvia Bond Girl com traços de malvadez que poderíamos incluir neste compêndio. Todavia, foi-nos impossível resistir ao fascinante apelo da escultural Grace Jones que, misturando modelos andróginos com sensuais vestidos de noite e obscuros conjuntos com capuzes, e talvez como nenhuma outra, simbolizou a liberdade sexual do poderio feminino no universo do agente secreto mais famoso do cinema.


Catherine Tramell, Instinto Fatal
Quem acha que o Diabo prefere o vermelho é porque ainda não conheceu Catherine Tramell e o seu inescapável modelito branco que se tornou um ícone de estilo no cinema contemporâneo. Com um guarda-roupa que foge às convenções usuais da femme fatale, Tramell comunica a sua instabilidade emocional e psicológica através da aparente incongruência de um guarda-roupa encostado à segurança das cores pálidas, mas apostado na destabilização daqueles que a rodeiam através de estruturas ousadas que a transformam numa irresistível sedutora.


Amy Dunne, Em Parte Incerta
Ela queria fazer-se passar pela "cool girl" dos subúrbios, mas Amy Dunne não conseguiu esconder durante muito tempo os modos frios e perversos da vingança que congeminava contra o insuspeito marido. Com um guarda-roupa clean, contemporâneo e ajustável aos vários ambientes que navega pela sua vendetta pessoal, Amy é a sagaz e cáustica vilã dos nossos tempos, para os nossos tempos.


O-Ren Ishii, Kill Bill
Num filme pejado de maus-da-fita, é curioso que, ainda assim, a impávida figura de Lucy Liu se destaque da multidão. O imaculado quimono branco é minimalista no detalhe, mas supremo na elegância, ou não fosse O-Ren Ishii uma assassina de renome, a secreta líder da organização Crazy 88 e uma das poucas adversárias verdadeiramente à altura d’A Noiva.


Miranda Priestly, O Diabo Veste Prada
Se há arsenal de malvadez em marcha, a general das tropas de requinte não poderia ser outra que não Miranda Priestley. Complementando imponentes saltos agulha com uma coleção de peles várias ou blazers de apontamentos militares combinados com pencil skirts, Priestley é uma reimaginação cinematográfica de Anna Wintour – a icónica editora da Vogue americana. O diabo em figura física que, para mal dos nossos pecados de estilo, veste Prada e tem língua afiada.

 

Harley Quinn, Esquadrão Suicida
A espera foi longa, mas Harley Quinn – a eterna apaixonada do psicótico Joker – chegou ao grande ecrã. Louca, imprevisível e violenta, Quinn é a alma gémea do mais mediático dos vilões do universo Batman, mas como prova a legião de admiradores que encerra, faz-se valer muito bem por si mesma. Foram várias as variações de indumentárias utilizadas por Quinn nos quadrinhos da banda desenhada da DC Comics, mas na corporização da sua primeira grande adaptação cinematográfica, a Warner Bros. decidiu arriscar deixar de lado o mais icónico macacão vermelho e preto para apostar num look mais enraizado na cultura contemporânea e gansgter que acompanha toda a película. De calções bem curtos e brilhantes, t-shirt rasgada, blusão que professa o amor trágico a Joker, bastão tatuado e cabelo oxigenado, a Harley Quinn de Margot Robbie é uma revelação de estilo e badassery que deixará marcas indeléveis na cultura dos blockbusters modernos.

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