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Superpoderes

10 Heroínas Modernas que provam que o lugar da Mulher é no centro da Ação

Tendências 9. 8. 2017

by Catarina D'Oliveira

 

Com Atomic Blonde – Agente Especial prestes a chegar às salas, olhamos para as heroínas que abriram caminho à emancipação cinematográfica da Mulher no género de Ação.

Não é uma surpresa nem uma revelação bombástica: Hollywood – e a indústria cinematográfica no geral – continua a ser sexista, e no que respeita ao caso particular do Cinema de Ação, a Mulher é frequentemente ludibriada e empurrada para a esquina obscura da vítima ou interesse amoroso que serve o sempre capaz e disponível protagonista masculino.

A luta pela emancipação continua, mais feroz do que nunca, no entanto, os últimos quinze anos assistiram a um entusiasmante progresso que parece caminhar lentamente para uma transformação fundamental.

Depois de Ellen Ripley da saga Alien ter aberto a caixa de Pandora, Mulher-Maravilha reescreveu este ano as linhas da história, e Atomic Blonde – Agente Especial chega esta semana aos cinemas para reinventar o posicionamento dos thrillers de espionagem colocando Charlize Theron no epicentro de um furacão de acrobáticas sequências de ação.

Em honra das progressistas, das revolucionárias, eis 10 Heroínas Modernas que provam que o lugar da Mulher é no centro da Ação. 

RITA VRATASKI, em No Limite do Amanhã (2014)

Forte mas sem super-poderes, dura mas não demasiado masculinizada, Rita Vrataski é a líder e heroína de guerra que despacha aliens destruidores com a naturalidade de quem aprecia uma boa sanduiche de queijo da serra e que "rouba" todas as atenções do colega protagonista – um "amadorzeco" chamado Tom Cruise – que, já que falamos nisso, transformou no seu saco de pancada pessoal. Precisamos de dizer mais?

CHERRY DARLING, em Planeta Terror (2007)

A fabulosa homenagem em forma de paródia aos filmes de terror da década de 1970 que é o double feature "Grindhouse" é uma vitrine de mulheres cheias de si, de feminilidade e sobretudo, de vontade de chegar a roupa ao pelo a quem se meter no seu caminho. E enquanto a perseguição a Stuntman Mike é um clímax delicioso para as mulheres de À Prova de Morte, era impossível manter a inesquecível Cherry Darling fora da nossa lista. Afinal, ninguém tem uma metralhadora como perna. Enough said.

LARA CROFT, emTomb Raider (2001/2003)

Sabemos o que pode estar a pensar – e não, não estivemos a beber, mas confie na nossa palavra neste caso. É longa a lista de adaptações sofríveis de videojogos para o grande ecrã, e não sendo um dos maiores ofensores – se bem que a sequela anda lá perto - a verdade é que também está longe de ser um brilhante exemplar. Contudo, é indiscutível a importância que a adaptação do videojogo Tomb Raider teve para a reanimação da noção da mulher como estrela de ação. Numa espécie de versão feminina mais cool, atlética e sensual de Indiana Jones, Lara Croft foi um icónico farol de inspiração para toda uma geração de heroínas que surgiram posteriormente. 

THE BRIDE, em Kill Bill (2003/2004)

A ópera excessiva de Quentin Tarantino que é uma carta de amor ao desvario dos filmes de artes marciais dos anos 70 segue a tempestade de morte, membros decepados e incontáveis baldes de sangue que é Bellatrix Kiddo, mais conhecida por The Bride, e interpretada com contenção emocional, mas total entrega física por Uma Thurman. Alvejada, espancada e violada, Kiddo acorda de um coma de quatro anos em puro estado de cólera. A sua icónica jornada de vingança tornou-se objeto de culto praticamente a partir do momento de estreia. 

YU SHU LIEN, em O Tigre e o Dragão (2000)

Com uma abordagem no mínimo acrobática ao Cinema clássico de Artes Marciais, O Tigre e o Dragão é colorido pelo talento inequívoco de três inolvidáveis protagonistas femininas. Todavia, a imponência da personagem de Michelle Yeoh (a própria atriz é um símbolo da ação feminina tendo feito sombra a Jet Li, Jackie Chan e ao fictício James Bond) é demasiada para ignorar em qualquer conversa que envolva ícones de ação. Shu Lien é a epítome da mulher guerreira e exemplifica na perfeição o pináculo da força física e mental.

KATNISS EVERDEEN, em Hunger Games (2012-2016)

Todos conhecemos Katniss Everdeen, o símbolo improvável da rebelião que borbulha ao longo dos três episódios da adaptação de Hunger Games. Com apelo e engenho que desafiam as convenções, a personagem interpretada por Jennifer Lawrence acaba por cai na esparrela dos tradicionalismos românticos no final da sua titânica aventura, mas são as habilidades com o arco e flecha, a inquebrável coragem e o incorruptível amor pelos seus que lhe dão entrada direta para o nosso top.

HIT GIRL, em Kick-Ass (2010/2013)

Apesar de Kick-Ass se focar na caminhada do personagem titular (e masculino) até se tornar um valeroso vigilante, é a sua pequena coprotagonista desbocada que, salvo o pleonasmo, rouba todo o protagonismo. Com apenas 11 anos, criada pelo pai para ser uma vigilante da justiça ainda que mantenha as feições encantadoras de uma girl-next-door, não caiamos no erro de subestimar as suas valências porque a heroína de Chloe Grace Moretz mantém uma íntima afinidade com lâminas e avia mais maus da fita do que muitos bons e velhos heróis clássicos.

ALICE, na saga Resident Evil (2002-2016)

Para comprovar que uma Mulher não só consegue protagonizar um filme de ação mas também carregar um franchise inteiro às costas, Alice de é chamada à receção! Livremente baseado na famosa saga de videojogos, Resident Evil coloca a sua protagonista Alice – uma líder inteligente, super-soldado sem igual e dedicada às causas em que acredita - naquele que parece ser um caminho infindável de zombies para abater vitoriosamente ao longo de seis extenuantes filmes.

FURIOSA, em Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

"Quem destruiu o mundo?" questiona uma personagem no centro do clássico instantâneo de George Miller, e Mad Max: Estrada da Fúria não se amedronta da resposta: os homens. É essa resposta que guia a Imperator Furiosa numa jornada frenética para assegurar a segurança de um grupo de mulheres subjugadas a um domínio misógino. Firme e resoluta, com a cabeça rapada, braço mecânico, pinturas de guerra espalhadas pela face e a conduzir uma imponente máquina de guerra, a Imperator Furiosa é já, facilmente, uma das mais badass e complexas heroínas de ação da história do Cinema, uma Joana d’Arc do futuro pós-apocalíptico com a brava missão de se redimir a si e a toda a humanidade.

DIANA PRINCE, em Mulher-Maravilha (2017)

Quase 40 anos depois de Super-Homem (1978) – o primeiro grande blockbuster focado num super-herói – e 75 anos depois da sua criação nas páginas dos comics, Mulher-Maravilha é a primeira super-heroína feminina da Era Moderna a ter direito a uma longa-metragem a solo e nunca poderíamos deixar de sublinhar a sua significância simbólica e factual. Volvidas décadas de luta por um sistema mais justo, emerge um modelo que é forte, possante e determinado, mas também compassivo e bondoso para as jovens meninas que procuravam um farol de inspiração para o seu futuro. E o caminho ainda agora começou.

MENÇÕES HONROSAS

SELENE, na saga Underworld (2003-2016)
LUCY, em Lucy (2014)
MALLORY KANE, em Uma Traição Fatal (2011)
MOON, em Herói (2002)
ELIZABETH SHAW, em Prometheus (2012)

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